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segunda-feira, 20/04/2026

Negociações entre EUA e Irã seguem incertas perto do fim da trégua

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A guerra entre Estados Unidos e Irã continua envolta em incertezas às vésperas de uma nova rodada de negociações em Islamabad, Paquistão. O cessar-fogo entre os dois países está previsto para acabar na quarta-feira, 22 de abril.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de uma delegação ao Paquistão e reforçou ameaças ao Irã. Ele acusou o país de violar o cessar-fogo ao atacar embarcações na região.

Trump declarou: “Estamos oferecendo um acordo justo. Se recusarem, os EUA destruirão usinas de energia e pontes no Irã“.

Negociações difíceis

Esta reunião é sequência das conversas que ocorreram em 11 de abril, também em Islamabad, onde as delegações lideradas pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociaram por cerca de 21 horas, mas sem acordo.

Os principais pontos de desacordo continuam sendo o programa nuclear do Irã e as garantias de segurança exigidas por Teerã.

Enquanto Washington exige limites mais rígidos, o Irã aponta falta de confiança dos EUA para um compromisso duradouro.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi comentou que, apesar de alguns avanços, ainda há “distância significativa” entre as partes.

Tensão no Estreito de Ormuz

  • O impasse ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, rota marítima vital que responde por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
  • Nos últimos dias, o Irã alternou entre reabrir e restringir a passagem, respondendo ao bloqueio naval feito pelos Estados Unidos contra embarcações iranianas.
  • Donald Trump descreveu a atitude iraniana como “chantagem”.
  • No sábado, forças da Guarda Revolucionária iraniana dispararam contra petroleiros com bandeira indiana que passavam pelo local.
  • Não houve feridos, mas o fato aumentou a tensão na região.
  • Trump qualificou os ataques como violação do cessar-fogo, enquanto o Irã acusa os EUA de quebrar a trégua com o bloqueio naval.

Conflito militar

No domingo, Donald Trump afirmou que forças americanas apreenderam o navio iraniano TOUSKA após tentar violar o bloqueio naval no Golfo de Omã.

O destróier USS Spruance avisou a embarcação para parar, mas a tripulação iraniana teria ignorado a ordem, levando à detenção do navio.

Em resposta, o Irã prometeu reagir rapidamente e classificou a ação americana como uma violação do cessar-fogo e um ato de pirataria.

Em comunicado, o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya afirmou que “os EUA atacaram um navio comercial iraniano, cometendo pirataria marítima”.

Na mesma noite, os preços do petróleo e do gás natural tiveram forte alta em reação aos eventos.

Trégua sob ameaça

O cessar-fogo, iniciado em 7 de abril e previsto para durar cerca de duas semanas, tem sido marcado por acusações de violações e tensões crescentes no Golfo.

Além dos ataques e bloqueios na região, aumentou o risco de uma nova escalada do conflito.

Mediadores internacionais, como o Paquistão, tentam manter o diálogo aberto para uma solução pacífica, mas a recusa do Irã em continuar as negociações indica um cenário instável.

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