A Praia do Rio Vermelho, em Salvador, tornou-se cheia de pessoas e flores logo cedo, antes das 6h do dia 2 de fevereiro, para homenagear Iemanjá, a Rainha do Mar e protetora dos pescadores e marinheiros.
Essa festa, que acontece todo ano em vários lugares do Brasil, é uma tradição de 104 anos na cidade de Salvador e foi reconhecida como patrimônio cultural em 2020. Iemanjá, uma divindade das religiões afro-brasileiras, atrai fiéis de várias partes do mundo que fazem oferendas e pedidos.
A advogada Patrícia Barros, que segue o candomblé e é devota de Iemanjá, viaja anualmente de São Luís, no Maranhão, para participar da celebração. “Ela é vida na minha vida, mãe de todos os orixás e de todas as cabeças”, diz ela.
Da Itália, a sacerdotisa Mariana dos Santos trouxe oferendas e mensagens de amigos e parentes. “Vim agradecer e pedir por mim, por meus amigos e familiares. Alguns clientes queridos, que estão no meu coração, todos sabem que sou baiana do axé. Todos me pediram para levar uma flor para ela”, conta.
O dia é muito importante para os pescadores, que agradecem pela proteção e pedem boas pescarias. O pescador Nilinho Garrido ressalta a fé dos participantes. “Aqui tem muitos pescadores que são devotos de Iemanjá e têm muita fé nela. Admiro essa devoção deles e dos fiéis que vêm para a festa”, afirma.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou do evento e destacou o valor cultural da tradição. “É uma importante agenda cultural. Os pescadores chegam ao mar, às águas, por meio de Iemanjá, com um pedido para que suas pescarias e produtos aumentem”, declarou.
Com informações da Agência Brasil
