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domingo, 22/02/2026

Mulheres sentem mais dor persistente que homens, diz estudo

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Um recente estudo revelou que as mulheres enfrentam mais dor persistente do que os homens, devido a diferenças biológicas no sistema imunológico.

A pesquisa, publicada na revista Science Immunology, pode ajudar a criar tratamentos que diminuam o uso de analgésicos opioides, que têm riscos de efeitos colaterais e dependência.

Geoffroy Laumet, autor do estudo, afirmou que a dor nas mulheres foi frequentemente ignorada na medicina, sendo tratada como algo psicológico ou associado à fragilidade feminina.

Ele ressaltou que há uma explicação biológica real para essa diferença entre os sexos.

A dor ocorre quando os neurônios reagem a estímulos, como bater o dedo ou machucar o joelho. Porém, a dor persistente continua mesmo com estímulos mínimos ou sem estímulo algum, e é mais comum em mulheres, que representam de 60% a 70% das pessoas afetadas.

O estudo focou nas células imunológicas chamadas monócitos, que são reguladas por hormônios e influenciam a redução da dor.

Foi descoberto que esses monócitos ajudam a se comunicar com os neurônios da dor e os desligam produzindo uma substância anti-inflamatória chamada interleucina 10 (IL-10).

Inicialmente, o estudo não buscava diferenças entre os sexos, mas os dados mostraram que a dor demora mais para diminuir em camundongos fêmeas, e os monócitos produziam menos IL-10 nelas.

Os monócitos são mais ativos em machos, devido aos níveis mais altos de hormônios sexuais como a testosterona.

Laumet acredita que essa pesquisa abrirá novas possibilidades para tratamentos da dor, podendo estimular os monócitos a produzir mais IL-10 e ajudar o corpo a aliviar a dor.

Ele indicou que no futuro próximo, a testosterona tópica pode ser uma opção para tratar dores localizadas.

Elora Midavaine, pesquisadora da Universidade da Califórnia em São Francisco que estuda dor persistente, ressaltou que este estudo traz uma perspectiva importante sobre como hormônios e sistema imunológico interagem e pode ajudar a entender melhor a dor nas mulheres.

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