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domingo, 22/03/2026




Mulheres lideram a maioria das famílias que saíram da fome com o Bolsa Família

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Cerca de 71% das famílias que participaram do Bolsa Família e conseguiram melhorar a alimentação entre 2023 e 2024 no Brasil têm mulheres como chefes da casa. Esse dado vem de um estudo chamado “Mulheres no centro da redução da insegurança alimentar no Brasil”, feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que mostra o papel importante das mulheres na melhora da vida das famílias e a influência das políticas do governo.

Ao todo, 670 mil lares liderados por mulheres passaram a ter acesso constante a alimentos de qualidade, entre quase 1 milhão de casas que avançaram para a segurança alimentar nesse período. O estudo foi divulgado numa coletiva no Rio de Janeiro em 20 de março.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, destacou que entregar o benefício diretamente para as mulheres foi uma escolha chave contra a pobreza. “Foi estratégico colocar o cartão do Bolsa Família e do Auxílio Gás nas mãos das mulheres. O governo confiou essa responsabilidade a elas e o resultado está aí: as famílias, especialmente com crianças, não só estão saindo da fome, mas ganhando dignidade”, afirmou.

Os dados indicam que, entre 2023 e 2024, o número de casas com mulheres no comando e seguras alimentarmente cresceu 16,5%, mais que o aumento de 10,7% em lares liderados por homens. De 2012 a 2024, famílias sob responsabilidade feminina cresceram 87%, passando de 22,1 milhões para 41,3 milhões, representando 51,7% dos responsáveis por lares no Brasil em 2024.

Em janeiro de 2024, o programa atendia 18,7 milhões de lares, beneficiando 49 milhões de pessoas, com 15,7 milhões tendo mulheres como chefes (84,41%) e 58,7% dos benefícios pagos a mulheres. Wellington Dias ressaltou que 92% das famílias comandadas por mulheres com crianças saíram da pobreza, o que ajuda a gerar trabalho, renda e organização doméstica.

Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, atribuiu esses avanços à atuação integrada do Estado e às políticas combinadas. “O país saiu do Mapa da Fome porque retomamos uma estratégia unida que mistura aumento do emprego, crescimento da renda e controle dos preços dos alimentos”, explicou. O Brasil teve a menor taxa de insegurança alimentar grave, 3,2%, com avanços maiores em famílias chefiadas por mulheres e pessoas negras.

Entre 2022 e 2024, a pobreza caiu de 31,6% para 23,1%, e a pobreza extrema ficou na menor taxa da história, 3,5%, com 17,5 milhões de pessoas saindo da pobreza. A pesquisadora da FGV Ibre, Janaína Feijó, afirmou que a queda da insegurança alimentar foi maior entre beneficiários do Bolsa Família liderados por mulheres, fortalecendo a autonomia feminina.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a importância de considerar o gênero nas políticas contra a fome. “Não dá para pensar em combate à fome sem olhar para o gênero e o lugar onde as pessoas vivem. Famílias lideradas por mulheres têm aumento da renda e usam o dinheiro de forma mais responsável”, disse.

O estudo conclui que o Bolsa Família é fundamental para proteger as famílias, com as mulheres no centro, ampliando sua independência financeira, o poder de decisão e garantindo recursos para uma alimentação básica, combinado com outras ações para reduzir a fome.

*Com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome




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