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sábado, 30/08/2025

Mulher sofre infecção grave no dedo após fazer as unhas

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Marise Teixeira de Araújo Amorim, uma aposentada de 66 anos, sempre gostou de cuidar das suas unhas cuidadosamente. Em fevereiro deste ano, no entanto, ela enfrentou uma infecção séria no polegar direito que mudou sua rotina.

Desde então, a moradora de Goiânia tem passado por diversos tratamentos para controlar a infecção e tentar recuperar a movimentação do dedo: foram quatro cirurgias até agora e uma quinta está prevista. Acompanhada ainda por mais de 70 sessões de fisioterapia, ela descreve o processo como lento e enfatiza que chegou a correr o risco de ter o dedo amputado.

Os sintomas da infecção apareceram rapidamente, com fortes dores surgindo poucas horas após o procedimento em um salão que a senhora visitava pela primeira vez. Durante o atendimento, a manicure utilizou seus próprios instrumentos, e mesmo com o pedido de cuidado por parte da cliente, um pequeno ferimento ocorreu devido ao uso da lixa.

No mesmo dia, a dor aumentou rapidamente. Mesmo com analgésicos, a situação piorou a ponto de quase causar um desmaio à noite. O dedo inchava rapidamente e, no dia seguinte, Marise buscou ajuda médica.

O tratamento inicial incluiu antibióticos, anti-inflamatórios e injeções para dor, mas a infecção persistiu. A indicação urgente de cirurgia veio com a avaliação de um especialista vascular. Cinco dias após fazer as unhas, ela passou pela primeira operação para remover o tecido infectado.

Desde então, acompanhada por um ortopedista especialista em mãos, Marise já realizou quatro cirurgias, incluindo o uso de enxertos do dedão do pé para reconstruir a área afetada da mão. A quinta cirurgia, uma reparação plástica, está agendada para agosto.

Ela ainda enfrenta dificuldades para recuperar sensibilidade e mobilidade, além de sentir dores e inchaço contínuos, e algumas atividades cotidianas simples permanecem comprometidas.

O médico Frederico Faleiro, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e responsável pelo atendimento, explica que infecções como a paroníquia podem evoluir rapidamente e causar necrose na ponta dos dedos se os instrumentos usados não forem devidamente esterilizados.

É essencial evitar procedimentos agressivos e garantir que o material utilizado pertença ao cliente e seja bem esterilizado para prevenir complicações graves, que podem resultar em amputações.

O tratamento inicial adequado inclui uso de antibióticos, compressas mornas e drenagem local, com monitoramento constante para avaliar a necessidade de cirurgia. Pessoas com doenças como diabetes ou imunidade comprometida devem redobrar a atenção e buscar atendimento imediato diante de sinais de infecção.

Para evitar problemas, recomenda-se manter as mãos limpas, evitar umidade e garantir que os salões sigam rigorosas normas de biossegurança, especialmente com procedimentos populares como unhas de gel.

Marise reencontra sua rotina com limitações significativas; o polegar afetado ainda não realiza movimento completo, impactando atividades básicas como escrever e segurar objetos. Ela segue em reabilitação e espera que a próxima cirurgia possa trazer melhorias na funcionalidade do dedo.

Embora tenha enfrentado um grande susto, ela expressa alívio por ter conseguido evitar a amputação: “Tudo começou com algo simples e, de repente, eu estava numa sala de cirurgia. Ninguém imagina que algo assim possa acontecer ao fazer as unhas”, conclui.

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