Christa Pike, condenada à morte no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, surpreendeu ao sobreviver a duas doses da injeção letal aplicada na semana passada. Segundo seus advogados, ela está consciente e falando, apesar dos ferimentos graves nos braços. Atualmente, Christa permanece algemada e acorrentada à cama hospitalar.
O caso é considerado excepcional pelo Death Penalty Information Center. A execução, que teria feito Christa a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos, enfrentou várias disputas judiciais. A equipe médica responsável afirmou ter seguido todos os protocolos do estado para o procedimento.
Os advogados de Christa Pike pedem que o governo do Tennessee comute a pena de morte para prisão perpétua, destacando que Christa enfrentará o processo de recuperação um dia de cada vez. Eles ressaltam a infância difícil dela, marcada por abusos e negligência, fatores considerados em pedidos de clemência que foram negados pelo governador Bill Lee.
Condenada há 30 anos pelo assassinato de Colleen Slemmer, em 1995, Christa cometeu o crime junto com seu então namorado, Tadaryl Shipp. O crime envolveu espancamento e facadas na vítima, em uma área de mata em Knoxville.
A defesa tentou alterar o método de execução alegando que a injeção letal poderia causar sofrimento excessivo devido à condição médica de Christa. O pedido, no entanto, foi negado.
