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sábado, 27/06/2026

Mulher que se fazia passar por criança em Joinville terá exame psiquiátrico nesta sexta

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CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS

Uma mulher de 38 anos que fingia ser uma criança e que está envolvida em um processo na Justiça de Santa Catarina fará um exame para avaliar sua saúde mental nesta sexta-feira (26). Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde o dia 2 de junho em Joinville (SC). O Ministério Público a acusa de estelionato e uso de falsa identidade.

O exame foi pedido pela defesa e vai ajudar a entender se ela pode responder pelos seus atos. O teste será feito por um psiquiatra especializado.

A advogada Sarita Henrique de Paiva, que defende Amanda, disse que esperará o resultado desse exame e, se for necessário, contratará um perito particular.

O pedido do exame foi feito durante a audiência de custódia pelo primeiro advogado que atuou no caso, Rafael Luiz Siewert, que era um advogado nomeado para agir na ausência de um defensor público.

O resultado do exame é importante para decidir os próximos passos do processo. Ele vai mostrar se Amanda é completamente responsável pelos seus atos, parcialmente responsável ou sem responsabilidade devido a problemas mentais. Se considerada sem responsabilidade, ela pode receber tratamento psiquiátrico em vez de cumprir pena na prisão.

Embora o processo atual seja só em Joinville, Amanda é suspeita de ter usado essa mesma estratégia, fingindo ser criança, para enganar pessoas em pelo menos seis outros estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, Amanda criou uma falsa identidade como criança para que as vítimas sustentassem suas despesas, incluindo moradia, alimentação, transporte, festas de aniversário e até remédios caros para emagrecimento.

A promotora de Justiça, Viviane Soares, responsável pelo caso, afirmou que Amanda dizia para as vítimas que tinha sofrido maus-tratos pela sua família verdadeira.

Além disso, para tornar a mentira mais convincente, ela usava um jeito de falar infantil e usava objetos típicos de criança, além de fingir crises emocionais.

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