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Uma mulher de 26 anos foi detida nesta quinta-feira (18) em Goiás, suspeita de inventar que a filha de três anos estava com câncer para arrecadar dinheiro.
A suspeita abordava pessoas que frequentavam academias e contava uma história falsa sobre leucemia. De acordo com a Polícia Civil, ela afirmava que a filha estava em tratamento contra câncer (LLA) e pedia doações para exames que supostamente verificariam se a doença havia avançado. Para isso, vendia rifas e recebia dinheiro via Pix.
As investigações mostram que a criança não tem câncer. A menina não realiza nenhum tratamento oncológico, e toda a história criada pela mãe era mentira.
A polícia acredita que mais de 200 pessoas foram enganadas. O golpe foi aplicado em academias de pelo menos quatro bairros de Catalão, além de outras cidades de Goiás onde a mulher também atuava.
A mulher foi encontrada na GO-330, próximo a Urutaí, com R$ 17 mil em espécie, valor que acredita-se ter sido arrecadado com as doações. Ela foi presa em flagrante por estelionato no GEIC de Catalão e levada ao sistema prisional.
Segundo relatos, a suspeita parava aulas para contar sua história, chegando a dizer que a filha estava internada na UTI do Hospital Araújo Jorge, o que comoveu muitos frequentadores, especialmente mães.
As rifas eram vendidas por R$ 30 cada ou duas por R$ 50, e além disso, a mulher pedia transferências via Pix, pressionando as pessoas para fazerem as doações. Em um caso, segundo um frequentador, a mulher afirmou ter autorização da dona da academia para pedir ajuda, insistindo até conseguir o Pix.
As vítimas começaram a desconfiar ao perceber contradições nas versões da mulher. Os donos das academias notaram que ela contava histórias diferentes em cada local, o que levou a compartilhar informações entre os estabelecimentos e, por fim, à ação policial.
