São Paulo, SP (UOL/FOLHAPRESS)
A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, faleceu após utilizar a piscina de uma academia localizada no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo. O enterro dela acontecerá hoje pela manhã.
O velório começa às 8h no bairro Jardim Avelino e o sepultamento será às 14h no Cemitério Quarta Parada, também na zona leste da cidade.
O marido de Juliana, que não teve o nome divulgado, está internado em estado grave. Ambos participaram de uma aula de natação na academia antes de começarem a passar mal no sábado.
Juliana sofreu uma parada cardíaca no sábado à noite e veio a óbito. Conforme o boletim de ocorrência, o casal sentiu um cheiro e sabor estranhos na água antes de se sentirem mal e serem levados para um hospital em Santo André, onde Juliana faleceu.
Uma testemunha relatou que sentiu um odor incomum na piscina onde o incidente ocorreu. Além disso, um adolescente que usou a mesma piscina também precisou de socorro e está internado em um hospital na Vila Alpina. A Secretaria de Segurança Pública informou que um homem compareceu à delegacia para relatar que seu filho de 14 anos apresentou sintomas após usar a piscina.
A direção da Academia C4 GYM lamentou o ocorrido, informou ter prestado atendimento imediato e afirmou que está mantendo contato com as pessoas afetadas para oferecer suporte completo. Eles também estão cooperando com as autoridades para esclarecer o caso.
Problemas na academia e interdição
A academia funcionava sem alvará e apresentava diversas irregularidades. A instalação elétrica da piscina estava ligada diretamente à cozinha, e os produtos de limpeza da piscina foram encontrados em locais inadequados, segundo os investigadores.
O estabelecimento foi interditado pela prefeitura, que classificou as condições do local como perigosas, representando risco grave para a segurança das pessoas.
Testemunhas afirmaram que o manobrista da academia jogou um produto químico na piscina. Segundo o investigador-chefe Geraldo Oliveira do 42º DP, o responsável pela manutenção era na verdade o manobrista. O local estava fechado para ventilação e segurança, o que não era adequado.
Geraldo Oliveira ressaltou que a polícia abriu inquérito para investigar todas as irregularidades e que a prefeitura já lacrou o local e tomará as medidas necessárias.
Segundo relatos dos alunos, a água da piscina estava turva e apresentava cheiro e gosto estranhos, e eles começaram a passar mal após a aplicação do produto. A polícia ainda investiga qual substância foi usada.
O delegado Alexandre Bento afirmou que a principal suspeita é que houve mistura de produtos químicos que gerou uma reação tóxica na água, intoxicando os usuários da piscina. Uma perícia foi realizada no local para ajudar nas investigações.
