FOLHAPRESS
Uma mulher francesa de 73 anos, médica aposentada, foi assassinada por seu companheiro na cidade de João Pessoa, Paraíba. O corpo dela foi colocado dentro de uma mala e queimado, segundo informações da Polícia Civil.
O crime é tratado como feminicídio. Segundo as investigações, Chantal Etiennette Dechaume foi morta por seu parceiro, Altamiro Rocha dos Santos, que foi encontrado morto um dia depois da descoberta do corpo da mulher.
As autoridades consideram a investigação da morte de Chantal encerrada, mas continuam a apurar as circunstâncias da morte do suspeito em outro inquérito.
O corpo de Chantal foi achado no dia 11 de março dentro de uma mala queimada no bairro de Manaíra, na zona leste de João Pessoa. Câmeras de segurança mostraram a última imagem dela viva no condomínio onde morava com Altamiro no dia 7 de março à tarde.
Imagens evidenciam Altamiro descendo pelo elevador com uma mala em um carrinho na noite do dia 10, onde estava o corpo da vítima. Ele também teria comprado um galão de álcool um dia antes.
A polícia acredita que Altamiro teria pago um morador de rua com drogas para incendiar o corpo na madrugada do dia 11. Testemunhas disseram que houve uma discussão entre o casal antes do crime. O suspeito usava drogas, o que causava conflitos na relação.
O incendiador foi identificado e a polícia faz buscas para prendê-lo.
O corpo de Altamiro foi encontrado no dia 12 no bairro João Agripino, decapitado e com as mãos e pés amarrados.
A principal suspeita é que sua morte tenha relação com membros de uma organização criminosa, possivelmente por conta do feminicídio e aumento da presença policial na área.
Chantal e Altamiro começaram o relacionamento no início da pandemia. Eles se conheceram na orla de João Pessoa, onde Altamiro vendia artesanato.
Chantal trabalhava como médica na França e veio morar na Paraíba após se aposentar. Ela vivia em um apartamento no bairro de Tambaú e sua principal renda era da aposentadoria, que também sustentava Altamiro, que não tinha emprego fixo.
O corpo de Chantal está no Instituto de Polícia Científica da Paraíba, onde passou por perícia. A polícia também contatou o consulado francês para localizar os familiares e liberar o corpo.
