JOÃO PEDRO FEZA
SANTOS, SP (FOLHAPRESS)
Uma jovem de 22 anos conseguiu fugir pelo telhado de sua residência para escapar do companheiro agressor na cidade de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. O homem foi preso no domingo (15) acusado de quatro crimes: violência doméstica, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo não divulgou os nomes da vítima nem do suspeito, citando a Lei de Abuso de Autoridade e a Lei Geral de Proteção de Dados, que impedem a divulgação de informações pessoais.
A mulher já havia solicitado medidas protetivas urgentes. A SSP não informou detalhes sobre o estado atual dela.
A prisão do homem ocorreu no bairro Conjunto Barigui 1, na Baixada Santista. Segundo a SSP, ele manteve a vítima trancada em casa por vários dias, impedindo que ela saísse com sua filha de três anos, além de agredi-la e ameaçar matá-la, chegando a dizer que incendiaria a residência.
A vítima conseguiu subir no telhado da casa, alcançou o quintal de um vizinho e acionou a Polícia Militar. O suspeito, que não estava no local no momento, foi preso ao retornar.
Durante a prisão, o homem confessou vender maconha; a polícia apreendeu R$ 2.793 em dinheiro e quase meio quilo de maconha escondidos na geladeira da casa, além de dinheiro encontrado dentro do veículo dele.
A vítima relatou ainda que viu o companheiro exibindo uma arma de fogo no carro com a filha, embora a arma não tenha sido encontrada pela polícia durante a prisão.
Nova estrutura de apoio
A Prefeitura de Mongaguá anunciou a inauguração, para 31 de março, de um espaço exclusivo para atendimento a mulheres na sede da Guarda Civil Municipal (GCM), no bairro Balneário Itaguaí. O local, chamado Sala Rosa, oferecerá atendimento humanizado em um ambiente reservado e seguro.
A comandante da GCM e idealizadora da Sala Rosa, Daiana Franzem, explica que o espaço foi criado para que as mulheres sejam ouvidas com respeito, sigilo e segurança. O atendimento será feito prioritariamente por guardas-civis femininas e contará com área especial para crianças que acompanharem suas mães. Todos os membros da GCM passam por treinamento específico para agir conforme a Lei Maria da Penha.
Além disso, Mongaguá conta com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) para casos de violência sexual.
O município também tem o projeto Guardiã Maria da Penha, que fortalece a prevenção e acompanha casos de violência, verifica o cumprimento das medidas protetivas e encaminha as vítimas para a rede de apoio.
