Um vídeo mostra o momento em que uma influenciadora foi sufocada pelo namorado dentro do elevador de um prédio em Goiânia até desmaiar.
Alcides Bortoli Antunes, empresário de 35 anos, aparece forçando Nayara Brito, de 23 anos, a entrar no elevador. As agressões ocorreram às 1h44 do dia 21 de fevereiro de 2025, mas o vídeo somente foi entregue à Justiça dias depois, tornando o caso público.
Nas imagens, o homem aperta o pescoço da jovem até que ela perca a consciência por alguns instantes. Após isso, ela cai ao chão e é arrastada pelo agressor até o térreo do edifício.
Quando Nayara voltou a si, o porteiro do condomínio se recusou a ajudá-la. Ela estava sem celular e pediu para o funcionário chamar a polícia, mas ele afirmou que ela mesma deveria ligar.
Alcides ligou para a Polícia Militar e apresentou sua versão dos fatos. Nayara relatou que o homem disse que ela teria invadido sua casa e quebrado objetos. A polícia esteve no local, mas não levou o casal para depor. A jovem criticou a postura dos policiais, dizendo que eles foram imprudentes.
A agressão teria ocorrido após Nayara descobrir uma suposta traição de Alcides. Durante a discussão, ela quebrou alguns objetos na casa dele.
Na manhã seguinte, Nayara registrou queixa na Delegacia da Mulher em Goiânia. A delegada Priscila de Souza Silva Ribeiro concedeu medidas protetivas e iniciou as investigações. O inquérito policial já foi concluído e enviado à Justiça.
Alcides não foi preso, mas virou réu. O processo corre em segredo de justiça no 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Goiânia.
O empresário também abriu um processo contra Nayara por calúnia, injúria e difamação, após ela relatar os episódios em sua conta no Instagram, onde tem mais de 105 mil seguidores. Alcides tem quase 300 mil seguidores e atua nos ramos de estética, marketing e veículos automotivos. Ele é natural do Rio Grande do Sul e mudou-se para Goiás.
O que diz a defesa
A advogada Sara Barboza explicou que o vídeo divulgado mostra apenas um trecho isolado. Ela afirmou que Alcides apresentava lesões e que Nayara admitiu ter destruído objetos no apartamento.
A defesa pede que a imprensa e o público considerem as versões opostas e respeitem a presunção de inocência até o fim das investigações.
Em caso de violência, denuncie
Se você presenciar algum ato de violência contra mulheres, ligue para 190 para denunciar.
A maior parte dos casos de violência doméstica é cometida por parceiros ou ex-parceiros, mas a Lei Maria da Penha também protege contra agressões de familiares.
Outros números importantes são o 180, Central de Atendimento à Mulher, e o Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos.
