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Aconteceu

Mulher com deficiência sofre abuso por ex-policial em Águas Claras

Reprodução

Uma mulher de 56 anos com deficiência intelectual foi vítima de tortura no Distrito Federal, incluindo queimaduras de cigarro, causadas pelo ex-companheiro, um ex-policial militar de 46 anos. O homem foi preso preventivamente nesta terça-feira (27/10), após violar medidas protetivas que proibiam sua aproximação da vítima.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito já tinha histórico de violência e exploração financeira contra a mulher. Ele forçava a ex-companheira a sacar seu benefício bancário e ameaçava tanto ela quanto a mãe da vítima.

Em 2020, o homem fez várias ligações telefônicas ameaçando atear fogo no apartamento da família. Durante um período em liberdade provisória, ele também depredou a portaria do edifício onde a mulher mora. Em 2022, tentou invadir o condomínio e atirou uma garrafa de vidro contra a portaria.

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Após deixar a prisão no início de outubro, o agressor retornou à residência da vítima três dias depois, descumprindo a ordem judicial para manter distância.

Devido ao risco à integridade física e psicológica da mulher e de sua mãe, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) solicitou a prisão preventiva, a qual foi concedida pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras.

A prisão aconteceu nas proximidades da estação de metrô Concessionária, em Águas Claras, durante a operação Back To Jail, da PCDF. O homem, que vivia em situação de rua e costumava frequentar as redondezas da casa da vítima, foi levado para a carceragem da corporação e aguarda decisão judicial.

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