O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) confirmou ser responsável por um protesto realizado na manhã desta quinta-feira (13) na embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O ato conjunto entre a juventude do MST e o Levante Popular da Juventude criticou a política americana, que chamaram de imperialista.
Durante a manifestação, os jovens exibiram faixas e colocaram fogo em alguns resíduos entre a calçada e o muro do prédio, localizado no Setor de Embaixadas Sul. Também picharam o muro com a frase “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”, em português e inglês, embora com um erro na palavra ‘makes’.
No comunicado oficial, o MST destacou que os Estados Unidos são grandes fornecedores de armas para Israel, país que matou mais de 73 mil pessoas na Faixa de Gaza, incluindo pelo menos 21 mil crianças. O protesto foi direcionado contra a indústria bélica e a política imperialista dos EUA.
O evento ocorreu durante o 17º Encontro da Juventude Sem Terra, realizado no mesmo ano em que se comemora o centenário de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana em 1959.
Relações entre Brasil e Estados Unidos
A pichação aconteceu em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em 15 de julho, o governo americano anunciou uma tarifa de 25% sobre alguns produtos brasileiros, alegando questões comerciais e ambientais. Essa tarifa entrou em vigor no dia 22 de julho.
Em resposta, o governo brasileiro recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 27 de julho para contestar a medida.
Além disso, houve um impasse diplomático quando os EUA cancelaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio a divergências sobre a indicação do republicano Daniel Perez para a embaixada americana em Brasília.
O governo brasileiro ainda não aprovou oficialmente a nomeação do diplomata, e criticou a divulgação da indicação antes da autorização brasileira.
Comunicado completo
Na manhã desta quinta-feira (13), a juventude do MST e do Levante Popular fez uma intervenção na embaixada dos Estados Unidos em Brasília para denunciar os impactos negativos da política imperialista do governo americano.
Portando cartazes com mensagens como “Indústria da Guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza”, os manifestantes destacaram que os EUA são responsáveis por cerca de 42% das exportações mundiais de armas para mais de 100 países.
Desta forma, os Estados Unidos fornecem armas para Israel, que matou mais de 73 mil pessoas na Faixa de Gaza, incluindo 21 mil crianças e feriu mais de 173 mil pessoas. Também citaram o apoio do governo americano em ataques que causaram a morte de 100 pessoas na Venezuela e mais de 3.500 no Irã.
Os jovens protestam contra a indústria bélica e a política imperialista dos EUA, responsabilizados por guerras, fome e sanções que afetam países da América Latina e do mundo.
“Defendemos o direito à vida, à natureza, à paz e à soberania dos povos, buscando uma nova sociedade mais justa e humana.” – afirmam os militantes. A ação faz parte da 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra, celebrando o centenário de Fidel Castro.
