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terça-feira, 10/03/2026




MPRJ prende 20 pessoas ligadas à segurança de Rogério de Andrade

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Em Brasília

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), realizou a prisão de 20 pessoas relacionadas ao bicheiro Rogério de Andrade e sua equipe de segurança em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

Rogério de Andrade está detido desde novembro de 2024 em uma prisão de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Entre os presos estão 18 policiais militares e penais, alguns já aposentados, além de um policial civil que participava das atividades criminosas enquanto em serviço.

A operação foi feita com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil. Os investigados protegiam locais onde eram explorados jogos ilegais de azar na região de Bangu, usando corrupção para manter a atividade criminosa.

As pessoas presas vão responder por crimes ligados à organização criminosa armada, que envolvia funcionários públicos, além de corrupção ativa e passiva. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, a pedido do Gaeco/MPRJ, e cumpridos em diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis, São João de Meriti e na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Os policiais envolvidos atuavam em várias unidades, como a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e vários Batalhões de Polícia Militar (4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º BPM).

Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, conhecido chefe do jogo do bicho no Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, falecido em 1997. Após sua morte, houve uma disputa familiar pela herança, que resultou em crimes, incluindo o assassinato de Paulinho de Andrade, filho de Castor, em 1998, atribuído a Rogério, e o assassinato de Fernando Iggnácio, genro de Castor, em 2020.

Rogério foi preso em outubro de 2024, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, que aconteceu em um estacionamento no Recreio dos Bandeirantes, onde foi atingido por tiros de fuzil após desembarcar de helicóptero vindo de Angra dos Reis.




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