O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou orientações aos responsáveis pela Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública para garantir o uso correto das câmeras portáteis em operações policiais.
Essa iniciativa surgiu após investigações feitas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) sobre a Operação Contenção, que ocorreu em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, e teve 122 mortes.
O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campo Moreira, comunicou que os documentos também foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o uso das câmeras durante as operações policiais.
Em outro documento emitido na segunda-feira (16), o GAESP/MPRJ pediu informações à Polícia Militar e a preservação das imagens das câmeras portáteis usadas na ação que resultou na morte da médica Andrea Marins Dias, no domingo (15), em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro. As câmeras dos policiais envolvidos não funcionaram por falta de bateria.
Os relatórios apontam vários problemas na Operação Contenção, como policiais sem câmeras ligadas, equipamentos descarregados no começo das ações, falta de baterias extras e ausência de planejamento para o uso das câmeras.
Para a Polícia Civil, o GAESP/MPRJ pediu melhorias no uso das câmeras em diversas situações, como patrulhas, controle de distúrbios, reintegrações de posse, cumprimento de mandados e outras ações policiais.
