Josué Seixas
FolhaPress
O Ministério Público do Ceará está investigando mensagens que teriam sido enviadas por um grupo criminoso, ordenando o fim das brigas entre as torcidas organizadas dos times Ceará e Fortaleza. Essas brigas ocorreram após o jogo entre os dois times no último domingo (8).
A informação foi confirmada nesta terça-feira (10). O Ceará enfrenta problemas com o aumento da atuação de grupos criminosos, o que tem levado as autoridades a adotarem medidas mais rigorosas na segurança pública. A Promotoria informou que não divulgará mais detalhes para não atrapalhar as investigações.
O jogo de domingo, realizado na Arena Castelão pelo Campeonato Cearense, terminou empatado em 0 a 0.
As mensagens, chamadas de “salves”, começaram a circular nas redes sociais poucas horas após as brigas entre torcedores, que resultaram na prisão de 357 pessoas, incluindo adultos e adolescentes, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Ceará.
Um dos textos atribuídos ao grupo criminoso Comando Vermelho diz que as brigas entre torcidas devem parar no estado, pois aumentam a presença da polícia nas comunidades.
A Polícia Civil está investigando todas as informações recebidas e a Inteligência também está auxiliando nas ações policiais.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que os confrontos aconteceram em locais longe da Arena Castelão, para tentar evitar a presença da polícia.
Após a divulgação das mensagens, os presidentes da Torcida Uniformizada do Fortaleza e da Cearamor renunciaram aos cargos. A Cearamor lamentou os atos de violência ocorridos.
A torcida Mofi Serrinha, do Ceará, anunciou a suspensão das suas atividades por tempo indefinido.
A reportagem tentou contato com as torcidas organizadas, mas sem sucesso até o momento.
