BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o recesso parlamentar será mantido, conforme também anunciado pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em nota divulgada por Hugo Motta, ele proibiu qualquer votação ou reuniões nas comissões permanentes da Câmara durante este período.
Essa decisão contraria parlamentares bolsonaristas. O presidente da Comissão de Segurança Pública, Paulo Bilynskyj (PL-SP), havia convocado uma reunião extraordinária para a próxima terça-feira (22), para realizar uma moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os bolsonaristas pedem a retomada dos trabalhos para discutir possíveis respostas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou uma operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou o uso de tornozeleira eletrônica por ele.
“O recesso parlamentar de julho está confirmado, conforme previamente estabelecido. Durante esse período, não serão feitas votações no plenário nem reuniões das comissões permanentes da Câmara”, diz a nota de Hugo Motta.
O deputado justificou que a pausa é necessária para a realização de obras. Ele mencionou no comunicado a troca de carpetes, a instalação de infraestrutura para um novo estúdio, a atualização dos sistemas de áudio e vídeo nos auditórios e plenários, reformas de gabinetes no anexo 3, além da modernização do corredor das comissões no Anexo 2, que inclui a substituição do piso por granito preto e a instalação de painéis de madeira.