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quarta-feira, 11/02/2026

Mosquitos com bactéria para combater a dengue no DF são acompanhados

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Em setembro, mosquitos Aedes aegypti tratados com a bactéria Wolbachia foram liberados em dez regiões administrativas do Distrito Federal e dois municípios de Goiás. Desde então, equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do DF monitoram se a bactéria se mantém nos mosquitos que transmitem doenças.

O trabalho envolve várias equipes especializadas. Usando ovitrampas, os agentes coletam ovos de mosquitos. As paletas com os ovos são enviadas ao Laboratório de Entomologia Médica (LEM), onde as larvas são identificadas para serem analisadas por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Este mês, está acontecendo o quarto ciclo de monitoramento. As avaliações vão continuar além de março, quando está previsto o fim das solturas dos mosquitos produzidos pela biofábrica.

“Esse é um método sustentável. Mesmo depois que as solturas param, a bactéria é passada para as próximas gerações dos mosquitos”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina de Oliveira. “Também é um processo científico, por isso as avaliações constantes são essenciais para garantir o sucesso do projeto”, completa.

Chamados de wolbitos, esses mosquitos são mais uma forma de combater doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. A bactéria Wolbachia impede que os mosquitos desenvolvam essas doenças, cortando a transmissão para as pessoas.

Além dos wolbitos e das ovitrampas, a Secretaria de Saúde do DF também usa borrifação residual intradomiciliar (BRI), estações que espalham larvicidas e drones para mapear áreas com maior risco. No total, quase 2 milhões de visitas foram feitas por agentes de saúde em casas do DF em 2025.

Informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

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