O número de mortes causadas por uma nevasca severa que atingiu os Estados Unidos alcançou 85. A onda de frio intenso tem causado diversas fatalidades, principalmente nas regiões do Sul do país, onde as temperaturas historicamente são mais amenas.
A falta de energia elétrica tem sido um fator crítico, deixando muitos moradores expostos ao frio extremo. As mortes são atribuídas a hipotermia, intoxicação por monóxido de carbono devido ao uso incorreto de aquecedores, além de acidentes com veículos e equipamentos para remoção de neve.
No estado do Mississippi, foram registradas quatro mortes em um único dia, elevando o total para 14 óbitos. Mais de 95 mil residências permanecem sem eletricidade, com previsão de temperaturas muito baixas até o final da semana.
O Tennessee confirmou 13 mortes relacionadas ao clima rigoroso, enfrentando cortes prolongados de energia que atingem mais de 93 mil consumidores. Autoridades locais alertam que a normalização do fornecimento pode demorar até o próximo final de semana.
Na Louisiana, um homem de 74 anos faleceu por hipotermia após sofrer um longo período sem eletricidade durante a tempestade. No Texas, casos trágicos envolveram três irmãos que caíram em um lago congelado e duas adolescentes que sofreram um acidente fatal com um trenó puxado por veículo.
Em Nova York, pelo menos dez pessoas foram encontradas mortas em decorrência do frio intenso ao ar livre. Enquanto as comunidades tentam se recuperar, uma nova massa de ar ártico está prevista para atingir o Sudeste americano, representando risco elevado de nova nevasca e temperaturas recordes para várias regiões.
O Serviço Nacional de Meteorologia alertou para temperaturas perigosamente baixas que afetarão o alto Vale do Ohio, o Meio-Atlântico, a Costa do Golfo e o Sudeste dos EUA, intensificando o impacto da crise causada pela tempestade de inverno.
