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quinta-feira, 19/03/2026




Morte na UTI: técnicos são acusados no Hospital Anchieta

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A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra três técnicos de enfermagem suspeitos de causar a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A decisão foi tomada após o Ministério Público apresentar a denúncia baseada nas investigações da polícia.

Os acusados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Eles foram presos preventivamente e seguem detidos aguardando julgamento.

Três mortes suspeitas ocorreram no final de 2025: da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; do servidor público João Clemente Pereira, 63; e do servidor Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33.

A investigação da Polícia Civil classificou as mortes como homicídios com agravantes, envolvendo o uso de substâncias venenosas e meios que dificultaram a defesa das vítimas.

Os indícios mostram que Marcos Vinícius e Marcela participaram das três mortes, enquanto Amanda está envolvida em duas. As penas podem chegar a 90 anos de prisão para dois deles e 60 anos para o terceiro.

Além disso, Marcos Vinícius é acusado de falsificar e usar documentos falsos, sendo o principal suspeito de aplicar substâncias nos pacientes.

A investigação teve início no Natal de 2025, quando o Hospital Anchieta avisou a polícia sobre irregularidades nas mortes na UTI. A comissão interna do hospital percebeu sinais de possíveis intervenções erradas.

Ao analisar os prontuários e as imagens das câmeras, a polícia identificou comportamentos repetidos durante os plantões que levaram os pacientes à morte. Substâncias foram aplicadas de forma incorreta em pacientes que estavam estáveis, inclusive uma substância não indicada para uso intravenoso, que resultou na morte de um deles.

Além dos três casos investigados inicialmente, outro parecido aconteceu no começo de dezembro. Uma força-tarefa foi criada para investigar o caso, envolvendo a Coordenação de Homicídios, o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística. Mandados de busca foram cumpridos em 12 de janeiro e os suspeitos foram presos três dias depois em cidades do Distrito Federal e Região Metropolitana.

Embora o inquérito sobre essas três mortes tenha sido concluído, a investigação continua em andamento. A Polícia Civil está revisando outros casos de óbitos ocorridos durante os plantões dos suspeitos, sem prazo definido para o término desta nova fase.




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