A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As apurações indicam que os suspeitos utilizaram uma substância muito perigosa e de difícil identificação nos primeiros exames, além de aplicarem desinfetante diversas vezes em uma das vítimas.
A Operação Anúbis, conduzida pela equipe responsável por investigar homicídios, revelou que essa substância foi injetada diretamente nas veias das vítimas. O uso desse produto, que não faz parte dos procedimentos médicos padrão, pode causar parada cardíaca em poucos minutos.
Os casos ocorreram entre novembro e dezembro de 2025. A própria instituição hospitalar iniciou uma investigação interna ao perceber situações suspeitas, apontando o possível envolvimento de ex-técnicos de enfermagem que já não trabalham mais no hospital desde então.
Além disso, as receitas médicas teriam sido alteradas por um dos suspeitos após o sistema do hospital ter ficado aberto na conta de um médico. O hospital comunicou que criou um comitê interno para analisar o caso com rigor, concluindo a investigação em menos de 20 dias. As informações foram repassadas às autoridades, que abriram um inquérito e cumpriram mandados de prisão preventiva em janeiro de 2026.
Prisões e mandados
Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nas mortes. Outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, em Goiás.
Vítimas
- Professora aposentada, 67 anos;
- Servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), 63 anos;
- Jovem de 33 anos.
