O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter as prisões preventivas do tenente-coronel das Forças Especiais do Exército Hélio Ferreira Lima e do agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares. A decisão renovou o período de detenção dos condenados por envolvimento em esquema golpista, que foi proposto no último dia 30 de dezembro, por mais três meses.
Esses dois são integrantes do chamado “núcleo três” do grupo que tentou impedir a ordem democrática, responsáveis pela execução da tentativa de golpe. Eles estão presos desde novembro de 2024 e foram julgados e condenados em novembro de 2025, contudo, o caso ainda se encontra em andamento no STF.
Hélio Ferreira Lima recebeu uma condenação de 24 anos, sendo 21 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além de 2 anos e 6 meses em regime semiaberto, e uma multa equivalente a 120 dias-multa. Wladimir Soares foi sentenciado a 21 anos, incluindo 18 anos e 6 meses em regime fechado, e 2 anos e 6 meses em regime semiaberto, além da mesma multa.
Hélio Ferreira Lima pertence ao grupo conhecido como “kids pretos”, um segmento das Forças Especiais do Exército. Ele atuou como oficial de inteligência, sendo responsável por planos para neutralizar autoridades que seriam alvos do golpe. Já Soares está sob investigação da Polícia Federal, acusado de ter vazado informações sobre a segurança do presidente Lula, o que ambos negam.
Alexandre de Moraes destacou a importância de manter a prisão para preservar a ordem pública e garantir o cumprimento da lei penal. Essa decisão foi reforçada pela condenação confirmada pela Primeira Turma do tribunal, destacando que não há nenhum fato novo que justifique a liberação dos acusados.
Conforme o Pacote Anticrime, o Código Penal brasileiro obriga que a necessidade da prisão preventiva seja reavaliada a cada 90 dias para garantir sua continuidade. Assim, a autoridade judicial que autorizou a prisão inicialmente deve realizar essa revisão trimestralmente. Com o processo caminhando para a fase final, a expectativa é que a prisão preventiva se transforme em prisão definitiva.

