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domingo, 31/08/2025

Moraes manda investigar compra suspeita de dólares antes de tarifa dos EUA

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ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a abertura de uma investigação nesta segunda-feira (21) sobre uma possível negociação com informações privilegiadas envolvendo dólares, feita por alguns investidores no dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aumento de 50% nas tarifas para produtos brasileiros.

Nessa decisão, o ministro criou um processo separado para tratar exclusivamente dessa situação e continuará acompanhando o caso. A solicitação partiu da Advocacia-Geral da União (AGU).

O pedido foi incluído dentro do inquérito que já tem como investigado o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso que também é relatado por Moraes.

No dia 9 de julho, o presidente americano declarou que, a partir de 1º de agosto, produtos do Brasil terão uma tarifa extra de 50%.

O pedido da AGU surgiu após reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que relatou um movimento estranho de compra e venda de dólares, suspeito de indicar uso de informação privilegiada nas transações financeiras.

Segundo a reportagem, um gestor de fundo de investimentos em Nova York mencionou que houve volume entre 3 e 4 bilhões de dólares comprados horas antes do anúncio das novas tarifas, em uma movimentação considerada incomum.

Logo depois do anúncio, houve uma grande venda da moeda americana, que já tinha se valorizado. Para esse gestor, esses padrões indicam que algum investidor pode ter tido conhecimento antecipado para lucrar com as mudanças nos preços.

Desde o anúncio feito por Trump, o dólar aumentou cerca de 2,6%.

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