Na decisão que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgada nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “o réu está agindo de maneira dolosa e consciente em atividades ilícitas”, junto com seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
Segundo o ministro do STF, a intenção era submeter o funcionamento do STF à influência de outro país estrangeiro “por meio de atos hostis provenientes de negociações ilegítimas e criminosas, com clara obstrução da Justiça e objetivo de pressionar esta Corte no julgamento da AP 2.668/DF“.
Durante a apuração, as ações ilegais do deputado licenciado não apenas continuaram, como também se intensificaram com o apoio direto do ex-presidente, conforme relatado pela Polícia Federal em diversas publicações nas redes sociais e entrevistas na mídia, com o propósito de dificultar o andamento do julgamento em que é acusado por suposta trama golpista.
O ministro destaca que, no pedido de abertura do INQ. 4995/DF, a Procuradoria-Geral da República ressaltou que “as publicações acontecem, principalmente, em redes sociais, que se propagam para outros meios de comunicação, além de entrevistas diretas para veículos de imprensa. Existe um claro tom intimidatório direcionado aos agentes públicos envolvidos na investigação e acusação”.