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Brasil

Moradores do Brooklin protestam contra prédio alto

Foto: Reprodução

FolhaPress

Moradores do Brooklin Paulista, na zona sul de São Paulo, estão se mobilizando para impedir a construção de um prédio de 32 andares na rua Gil Eanes. Esse projeto foi autorizado depois de uma mudança nas regras de construção da região em 2024.

Antes dessa alteração, o prédio mais alto podia ter até 28 metros, cerca de oito a dez andares.

No dia 24, a construtora AW Realty iniciou o corte de árvores no terreno onde pretende erguer o prédio chamado Quintessence Campo Belo. Isso gerou protestos dos moradores e associações locais.

Os moradores também estão preocupados com os animais que vivem no local. Talita Araújo de Carvalho, que mora no Brooklin e faz parte do grupo “30 andares, não”, disse que vizinhos viram um casal de pica-paus nas árvores do terreno.

Ela afirma que o relatório feito pela construtora não mencionou esses animais. O grupo acredita que a empresa está cortando as árvores rapidamente por causa de uma decisão judicial que está por vir.

Recentemente, desembargadores contestaram um mapa do zoneamento criado em julho de 2024, mas essa contestação não vai afetar os alvarás já emitidos.

A AW Realty declarou que tem todas as licenças legais para construir o prédio e segue um acordo feito em maio de 2026 para compensar a retirada de 17 árvores, plantando 607 novas, sendo 24 no próprio local.

A empresa também disse estar sofrendo críticas injustas dos vizinhos e usou a expressão “not in my backyard” para descrever a resistência dos moradores a construções perto de suas casas. Eles lembraram que antes dos prédios existentes na área, muitas árvores foram removidas com as devidas compensações.

A Secretaria de Urbanismo e Licenciamento confirmou que o projeto tem os alvarás necessários, sendo o primeiro emitido em outubro do ano passado antes do processo judicial, e outro em agosto deste ano, após uma liminar do Supremo Tribunal Federal suspender uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Essa situação no Brooklin acontece junto com vários debates judiciais sobre as novas regras de construção aprovadas em 2024. Um dos principais problemas é que as mudanças foram feitas rapidamente e sem muita participação popular, segundo o desembargador Luis Fernando Nishi.

O Tribunal de Justiça declarou que parte das mudanças na lei é inconstitucional, mas suspendeu os efeitos disso até a análise final dos recursos. Obras e alvarás concedidos até a data da decisão estão protegidos.

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