Os ministros da Agricultura dos países da União Europeia se reuniram em Bruxelas para discutir um acordo agrícola com o Mercosul, visando destravar a parceria comercial. A reunião contou com a participação de 27 ministros, que debateram uma proposta da Comissão Europeia para liberar até €45 bilhões em incentivos financeiros antecipados a agricultores. Essa medida busca preparar o setor para enfrentar desafios globais e aumentar sua competitividade.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, enviou uma carta propondo ajustes na Política Agrícola Comum para o ciclo orçamentário 2028-2034, com recursos antecipados para fortalecer a agricultura europeia.
A assinatura do acordo, inicialmente prevista para dezembro, foi adiada devido à Itália, liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que solicitou mais tempo para negociar o apoio interno, especialmente por parte dos agricultores. A França, Polônia e Hungria continuam contrárias ao acordo, especialmente por receios da concorrência de produtos sul-americanos com padrões ambientais e sanitários diferentes.
Apesar das divergências, o novo pacote financeiro tem sido visto positivamente por vários países, incluindo Itália, Alemanha e Espanha, que acreditam que os incentivos podem facilitar a aprovação do acordo. A França, entretanto, permanece contrária e tomará medidas como suspender importações de produtos agrícolas com resíduos de pesticidas proibidos no bloco.
Os próximos passos envolvem uma votação no Conselho Europeu, aguardando a confirmação do apoio italiano. Se aprovado, o acordo poderá ser assinado no Paraguai, que atualmente preside o Mercosul, e depois seguirá para análise e votação no Parlamento Europeu ao longo deste ano.
