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segunda-feira, 13/04/2026

Ministro Silveira lidera reunião do CMSE e destaca a importância da segurança na energia

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Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, liderou a 317ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Rio de Janeiro, no dia 8 de abril. Na oportunidade, reforçou a importância da organização do setor elétrico para acompanhar o fornecimento de energia, garantir atendimento, melhorar a operação e manter tarifas justas.

Silveira destacou que o trabalho em conjunto entre governo, órgãos técnicos e setor produtivo tem assegurado energia ao país com responsabilidade, previsibilidade e o menor impacto para a população. Ele ressaltou que o acompanhamento constante do sistema e a cooperação entre instituições sustentam a confiabilidade do setor elétrico, garantindo o crescimento do Brasil com segurança e eficiência.

O comitê mostrou um cenário sólido de segurança no setor de energia, apoiado pela aprovação da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, aprovada em fevereiro. Os níveis de armazenamento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) aumentaram significativamente em fevereiro e março, chegando a 70% ao final do período, influenciados por chuvas acima da média nas regiões Sudeste, Nordeste e parte do Norte do país.

Para atender a alta demanda, está previsto o uso complementar de usinas termelétricas, operação eficiente das hidrelétricas do rio São Francisco e o uso estratégico do reservatório de Itaipu. Em março, foram acionadas termelétricas para garantir o fornecimento energético, totalizando 53 MWmed no Sul e 64 MWmed no Sudeste/Centro-Oeste, além de aumento no limite de intercâmbio para o Sul e importação temporária de energia.

O CMSE também discutiu os possíveis efeitos do conflito no Oriente Médio na cadeia global de combustíveis para usinas termelétricas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou acompanhamento próximo pelas instituições responsáveis. Silveira enfatizou a necessidade de instituições fortes, com agências reguladoras desempenhando papel central na garantia do fornecimento e na implementação de políticas públicas.

O comitê recomendou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outras instituições monitorem a disponibilidade de combustíveis para as termelétricas do SIN.

Em março, as chuvas foram superiores à média em algumas bacias importantes, enquanto na região Sul ficaram abaixo do esperado. A Energia Natural Afluente (ENA) atingiu 90% da média histórica no SIN, com previsão de chuvas acima da média nas próximas duas semanas em algumas regiões, embora há incertezas para abril e maio.

No final de março, os níveis de armazenamento de energia foram de 65% na região Sudeste/Centro-Oeste, 32% no Sul, 90% no Nordeste e 44% no Norte, totalizando 69% no SIN. Para abril de 2026, as previsões indicam variações entre cenários melhores e pior para cada região.

Em março de 2026, houve crescimento na geração centralizada de energia, novas linhas de transmissão e aumento na capacidade de transformação, destacando novas usinas solares em vários estados e uma termelétrica no Pará.

Na área comercial, em fevereiro de 2026, a liquidação financeira alcançou R$ 4,85 bilhões, com alta taxa de liquidação. As exportações de energia termelétrica para a Argentina ocorreram nos meses de fevereiro e março, sem exportação de energia hidrelétrica.

Durante a COP15, entre 23 e 29 de março em Campo Grande/MS, medidas preventivas garantiram a segurança das infraestruturas do setor elétrico, sem incidentes.

Sobre a desativação de usinas termelétricas em Roraima, testes permitiram o uso do estoque de combustível da UTE Monte Cristo I, com conclusão prevista para abril de 2026.

O CMSE continuará monitorando as condições de fornecimento e adotando medidas para assegurar o abastecimento de energia elétrica no país.

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