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quarta-feira, 25/03/2026

Ministro explica plano para reduzir fila do INSS e destaca que Previdência não fecha contas

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Em Brasília

CRISTIANE GERCINA
FOLHAPRESS

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou que não é função de sua área equilibrar as contas no fim do ano e que a Previdência e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não devem ser vistos como os culpados pelos problemas financeiros. Mesmo assim, ele detalhou medidas para diminuir a longa fila de espera, que atualmente gira em torno de 3 milhões de pedidos.

Ele afirmou: “Não tentem colocar a culpa em nós, nem nos responsabilizar por fechar as contas no fim do mês ou do ano. Nosso papel é incluir mais pessoas dentro do grande guarda-chuva que é a Previdência Social.”

A declaração foi dada durante o Fórum Regional da Seguridade Social para as Américas, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (25). O evento reúne representantes da previdência de vários países e vai até sexta-feira (27).

Durante o encontro, a fila do INSS foi o principal tema e tanto o ministro Wolney Queiroz quanto o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, destacaram as dificuldades para atender tantos pedidos, que somam 1,3 milhão por mês.

Uma das esperanças para reduzir a fila é o novo sistema Atestmed, que permitirá realizar perícias para auxílio-doença de forma detalhada e à distância, sem necessidade de atendimento presencial. A meta é atender ao menos 500 mil beneficiários em um ano.

Além disso, a contratação de 500 novos médicos peritos, convocados após concurso em setembro de 2025, deve acelerar a análise dos pedidos.

Outra iniciativa é conceder bônus aos servidores via Programa de Gerenciamento de Benefício (PGB) para liberar os pedidos de benefícios mais rapidamente. Essas ações atendem ao pedido do presidente Lula para reduzir a fila, especialmente neste ano eleitoral.

Wolney Queiroz destacou: “Tudo isso junto vai ajudar muito a diminuir a fila, um compromisso pedido pelo presidente Lula para que o cidadão seja atendido o mais rápido possível.”

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, mencionou que a falta de servidores é outro problema. O número caiu de 36 mil em 2022 para 18 mil em 2025, o que dificulta o atendimento.

Ambos ressaltaram que uma fila única nacional pode ajudar a agilizar a concessão de benefícios, reduzindo a espera e os custos com juros pelo atraso nos pagamentos, além de apontar a tecnologia como aliada no atendimento.

O INSS aposta na teleperícia e já concede pelo menos 50% dos benefícios automaticamente, sem necessidade de atendimento humano.

Wolney Queiroz afirmou que o principal objetivo da Previdência Social é garantir dignidade e direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade, que contribuíram durante a vida para receber seus benefícios.

Ele também ressaltou que está atento aos desafios do envelhecimento da população, ao aumento do trabalho informal e ao crescimento de novas formas de trabalho, como os aplicativos, que dificultam o financiamento da Previdência e da seguridade social.

Para ele, é essencial promover uma boa imagem da Previdência Social. “Nosso desafio é mostrar os benefícios da Previdência para atrair quem está entrando no mercado de trabalho, para que entendam que o sistema não é apenas sobre fraudes, filas e déficit.”

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