O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para entender o motivo da grande aglomeração na rua da Consolação, no centro da cidade, durante o desfile de dois grandes blocos no pré-Carnaval.
O relato de pessoas espremidas entre grades e passando mal durante o evento motivou a apuração.
Conhecida por sediar o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta no domingo antes do Carnaval, a rua da Consolação recebeu também este ano o bloco patrocinado pela cervejaria Skol, que trouxe atrações famosas como o DJ escocês Calvin Harris.
Permitir dois grandes blocos ao mesmo tempo na mesma rua já havia gerado críticas devido à expectativa de grande público, o que preocupou moradores e foliões.
O tumulto ocorreu quando as grades de proteção caíram, fazendo com que as pessoas ficassem apertadas e algumas precisaram de ajuda médica.
Antes do evento, o prefeito Ricardo Nunes garantiu que a estrutura de segurança e atendimento estava preparada para garantir a ordem. A patrocinadora também afirmou seguir todas as normas exigidas.
Especialistas e moradores tinham alertado que a proximidade dos horários e a sobreposição dos trajetos dos blocos poderiam causar confusão, algo que infelizmente aconteceu.
A rua da Consolação é estreita e cercada por prédios, o que dificulta o escoamento do público, e áreas de fuga foram bloqueadas para a organização do evento.
No dia da festa, a prefeitura controlou a entrada de mais pessoas para evitar maiores problemas. Mesmo assim, houve relatos de pessoas passando mal e tentando sair da área usando as grades e até invadindo terrenos próximos.
O estudante de administração Bernardo Andrade, 23 anos, estava na esquina da Consolação com a rua Piauí, perto do bloco de Calvin Harris, e disse ter sido carregado pela multidão.
Ele contou que tentou chegar perto do trio elétrico para ouvir melhor a música dos artistas e acabou sendo arrastado pela confusão.
