Ministério Público da Venezuela confirmou que a Procuradoria-Geral solicitou a prisão preventiva do líder opositor Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, por descumprimento das condições da sua liberdade recente.
Após ter sido solto no último domingo (8/2), Guanipa passou menos de 12 horas fora da prisão antes de ser novamente detido sob a acusação de violar os termos de sua soltura.
Segundo o órgão, o ex-deputado desrespeitou as condições impostas, incluindo restrições para falar publicamente sobre seu caso. Durante o período em liberdade, ele circulou de motocicleta pelas ruas de Caracas, reuniu-se com familiares de presos políticos e concedeu entrevistas à imprensa.
Juan Pablo Guanipa descreveu o processo vivido nos últimos meses como marcado por “perseguição, clandestinidade e reclusão” e afirmou que a fase atual é para debater o futuro da Venezuela.
Por meio das redes sociais, María Corina Machado denunciou o que chamou de sequestro do opositor no bairro Los Chorros, em Caracas, executado por homens armados e à paisana. Também seu filho, Ramón Guanipa, pediu provas de vida e responsabilizou o governo por qualquer dano ao pai.
Juan Pablo Guanipa estava preso desde maio de 2025, acusado pelo governo chavista de envolvimento em um suposto plano terrorista para boicotar eleições. Sua libertação havia sido anunciada recentemente pelo filho.
