O Ministério da Saúde começou um estudo pioneiro para entender melhor a saúde mental dos adultos no Brasil. Esta pesquisa vai informar sobre problemas como depressão, ansiedade e o uso de álcool e outras drogas, além de comportamentos ligados ao suicídio.
A pesquisa vai analisar como esses problemas variam de acordo com o sexo, idade, escolaridade, renda e região do país. Também vai investigar os fatores que aumentam ou diminuem os riscos, como as condições de vida, violência, discriminação e dificuldades enfrentadas na infância.
Além disso, o estudo vai avaliar o acesso e o uso dos serviços de saúde mental, identificando barreiras para o tratamento. Essa informação será importante para planejar melhorias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).
A fase inicial da pesquisa será feita em oito cidades dos estados do Amazonas, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Entrevistas presenciais serão realizadas em casas, com uma pessoa sorteada em cada local. Cada entrevista vai durar cerca de 60 minutos e será feita por profissionais treinados, usando tablets ou notebooks.
A participação é voluntária e requer o consentimento da pessoa. Todas as informações serão mantidas em sigilo, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Esta etapa serve para ajustar os procedimentos, garantir a qualidade das entrevistas e cuidar bem dos participantes, especialmente sobre temas delicados como sofrimento emocional e ideias de suicídio.
A pesquisa é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (DAENT). Letícia de Oliveira Cardoso, diretora do DAENT, destaca que “a participação na pesquisa ajuda a mostrar a realidade da saúde mental no Brasil, diminuir preconceitos e fortalecer o SUS com dados importantes para melhorar o atendimento”.
