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quinta-feira, 08/01/2026

Ministério da Saúde investe R$ 57 milhões em pesquisas para melhorar o SUS

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O Ministério da Saúde anunciou três Chamadas Públicas para financiar pesquisas importantes que têm como objetivo fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e incentivar a ciência no país. Com um total de R$ 57 milhões, essas iniciativas focam em temas como tratamentos avançados, inovação em vacinas e saúde da mulher. Pesquisadores com doutorado ligados a instituições científicas, tecnológicas e de inovação podem inscrever suas propostas até 23 de fevereiro no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), parceiro da ação.

Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, explicou que essas chamadas ajudam a criar novas tecnologias na área da saúde, ampliando o acesso da população a tratamentos modernos e a um atendimento de qualidade no SUS. “Investir em pesquisa, inovação e no fortalecimento do SUS é um compromisso constante do Ministério da Saúde. Assim, avançamos na oferta de novos tratamentos, no fortalecimento da ciência no país e na melhoria do acesso à saúde para todos”, destacou.

Uma das chamadas destina R$ 12 milhões para o desenvolvimento de vacinas inovadoras e novas tecnologias para combater doenças como dengue, Zika, chikungunya e oropouche. Esse recurso financiará pesquisas em fases iniciais com o objetivo de fortalecer a produção científica nacional e diminuir a dependência de vacinas importadas.

Outra chamada, com R$ 30 milhões, é direcionada para terapias avançadas e saúde de precisão, incluindo terapias gênicas e celulares, engenharia de tecidos e vetores virais. Integrada ao Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão, essa ação apoiará pesquisas aplicadas, projetos de recém-formados doutores e capacitação, ajudando a manter a sustentabilidade do SUS.

Por fim, R$ 15 milhões serão investidos em pesquisas focadas na saúde da mulher, principalmente em câncer de mama, câncer de colo do útero, câncer colorretal e redução da mortalidade materna, que em 92% dos casos pode ser evitada. Os projetos vão priorizar diagnóstico precoce, melhoria do atendimento, aumento da vacinação contra HPV e organização de redes de cuidado, usando tecnologias como inteligência artificial, telepatologia e telecolposcopia.

Meiruze Freitas, diretora de Ciência e Tecnologia (Decit), ressaltou a importância de estratégias que levem o conhecimento científico até a população, como educação e divulgação científica, para que os resultados tenham impacto real no SUS. “O objetivo é que as informações cheguem aos gestores, profissionais de saúde e usuários”, afirmou. As chamadas também promovem a igualdade, inclusão de questões étnico-raciais e de gênero, descentralização, participação de recém-doutores e cooperação em redes nacionais e internacionais.

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