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sexta-feira, 20/03/2026




Ministério da Saúde cria biblioteca digital para saúde indígena

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Em Brasília

O Ministério da Saúde, através da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), lançou a primeira Biblioteca Virtual em Saúde Indígena do Brasil, em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/OPAS/OMS).

O pré-lançamento aconteceu em 19 de março, em Brasília, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com a presença de gestores públicos, pesquisadores, instituições parceiras e líderes indígenas.

Lucinha Tremembé, secretária-adjunta de Saúde Indígena, ressaltou a importância do projeto: “Antes faltavam referências, agora temos uma ferramenta fundamental para avançar nas ações e no conhecimento sobre saúde indígena”.

A biblioteca digital reúne em um só lugar estudos científicos, documentos técnicos, normas, relatórios e experiências dos territórios indígenas, buscando fortalecer a gestão do conhecimento no Sistema de Saúde Indígena (SasiSUS). Isso contribui para melhorar as políticas públicas e facilitar o acesso a informações confiáveis para gestores, profissionais, pesquisadores e estudantes, promovendo transparência.

Alex Sales, coordenador substituto da Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento da Sesai, destacou que a Biblioteca Virtual é mais que uma plataforma digital, é “uma ação política” que integra ciência, políticas públicas e saberes indígenas, respeitando os princípios da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi).

A iniciativa valoriza o conhecimento dos povos indígenas e aproxima a gestão pública, a academia e a cooperação internacional.

Para a Sesai, esse projeto é um avanço na organização e democratização do conhecimento em saúde indígena no Brasil, reforçando o compromisso com políticas baseadas em evidências, respeito à diversidade cultural e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O pré-lançamento marca o início da divulgação da plataforma e abre espaço para diálogo com parceiros, pesquisadores e representantes indígenas, que ajudarão no desenvolvimento da ferramenta.

A política de saúde indígena no Brasil funciona no SUS por meio de um modelo próprio, com 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que levam assistência para comunidades indígenas em áreas remotas. Organizar e compartilhar informações qualificadas é essencial para melhorar a gestão e o cuidado nessas regiões.




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