O indivíduo detido após ameaçar detonar uma bomba na Praça dos Três Poderes, neste sábado (30/8), é o terceiro-sargento reformado do Exército Daniel Mourão, de 44 anos.
O incidente aconteceu poucos dias antes do começo da etapa final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). A coluna Na Mira apurou que o suspeito declarou querer ser recebido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Ele ameaçou que, se seu pedido não fosse atendido, “explodiria tudo, inclusive Moraes”. O acusado também afirmou para que ninguém se aproximasse, pois insistiria em “se explodir”.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conteve o indivíduo por meio da Operação Petardo, acionada em casos de ameaça de bomba, e verificou que ele não carregava explosivos.
Daniel Mourão foi encaminhado para a UPA de São Sebastião, onde recebeu atendimento médico e medicação. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o homem apresentava surto psicótico.
A investigação do ocorrido está a cargo da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central de Brasília).
A PMDF foi acionada por volta das 5h15. Conforme relato dos policiais, Daniel Mourão estava agitado e alegava possuir explosivos em uma mochila, ameaçando ativá-los.
O policiamento do 6° BPM fez o contato inicial e iniciou as negociações, enquanto os protocolos das Operações Gerente e Petardo foram ativados, contando com a assistência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Por volta das 6h45, após a intervenção do grupo tático do Bope, o suspeito foi detido. Uma equipe do Esquadrão Antibombas realizou a inspeção detalhada dos pertences do homem. Não foi encontrado qualquer explosivo ou arma. De acordo com a Polícia Militar, a mochila continha apenas objetos pessoais.