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domingo, 31/08/2025

México ganha adiamento de 90 dias para tarifa de Trump

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O México, que é um parceiro estratégico importante para a indústria automobilística dos Estados Unidos, obteve uma extensão de 90 dias para evitar o aumento das tarifas que estava programado para começar nesta sexta-feira (1°/8). Essa decisão foi anunciada após uma conversa telefônica entre o presidente americano Donald Trump e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

O acordo para adiar a aplicação das tarifas sobre as exportações mexicanas por 90 dias ajuda a manter o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC) com o Canadá, conforme explicado pela presidente Claudia Sheinbaum na quinta-feira (31/7).

Em sua coletiva de imprensa matinal, após o contato com seu equivalente americano, a presidente mexicana afirmou ter conseguido “o melhor acordo possível” em comparação com outros países também ameaçados por essas tarifas impostas por Washington.

Apesar do adiamento, as tarifas de 25% que já estão em vigor sobre produtos mexicanos permanecem. Produtos que fazem parte do acordo comercial norte-americano continuam, por enquanto, isentos dessas tarifas.

Até o momento desta publicação, Washington confirmou acordos similares com Reino Unido, Vietnã, Japão, Indonésia, Filipinas, Coreia do Sul e União Europeia. As novas regras tarifárias começaram a valer nesta sexta.

Por exemplo, a Coreia do Sul conseguiu, no último instante, reduzir o impacto das tarifas ameaçadas de 25% para 15%. A União Europeia estabeleceu um acordo com os EUA para tarifas de 15%, enquanto negocia isenções para segmentos sensíveis, como o setor de vinhos.

A Índia sofreu uma tarifa de 25% por continuar a comprar petróleo da Rússia, enquanto o Canadá permanece sem um acordo, devido a divergências políticas após o primeiro-ministro Mark Carney reconhecer um Estado palestino na ONU. Trump declarou firmemente que isso dificulta muito a possibilidade de um acordo comercial.

A legalidade desse plano de tarifas está sendo contestada judicialmente em Washington. O Tribunal de Apelações dos EUA está analisando se o ex-presidente pode usar poderes emergenciais para impor tarifas amplas baseadas em “emergências econômicas”.

Embora uma decisão anterior tenha bloqueado várias medidas, o governo conseguiu manter as tarifas provisoriamente enquanto recorre.

Especialistas econômicos alertam que essa nova rodada de tarifas pode causar inflação e afetar negativamente as cadeias produtivas globais. Ainda assim, Trump declarou em sua rede social Truth Social que “essas tarifas estão tornando os Estados Unidos grandes e prósperos mais uma vez”, defendendo com entusiasmo sua política.

Enquanto isso, continua a incerteza no comércio global, com impasses entre os EUA e a China e diversos países buscando minimizar impactos severos.

Nos primeiros seis meses de 2025, os Estados Unidos arrecadaram mais em tarifas do que em todo o ano de 2024, segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA, compilados pela AFP.

No total, as receitas de tarifas ultrapassaram US$ 87 bilhões (R$ 487 bilhões), se comparadas com quase US$ 79 bilhões (R$ 425 bilhões na época) em 2024, com dados até o final de junho atualizados na quarta-feira.

O aumento é significativo desde abril, quando o presidente Donald Trump iniciou sua guerra comercial.

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