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Brasília

Metroviários suspendem paralisação até 16 de setembro

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

Os trabalhadores do metrô do Distrito Federal decidiram adiar a greve que estava marcada para o dia 1º de setembro. A decisão foi tomada em uma reunião geral na noite do dia 31 de agosto. O sindicato da categoria pede principalmente um novo concurso público. A paralisação foi, portanto, suspensa até o dia 16 de setembro.

Amanda Souza, responsável pela comunicação do sindicato, explicou que a categoria escolheu esperar até o dia 16 para definir os próximos passos. No dia 15 de setembro, haverá uma nova reunião para avaliar a situação. “O metrô está avançando com o concurso público, conforme as informações recebidas e documentos apresentados ao processo, e queremos dar esse prazo para que tudo seja resolvido. Estamos esperançosos de que o impasse será solucionado em breve.”

Os metroviários aguardam agora que o Governo do Distrito Federal agilize os trâmites necessários junto à Secretaria de Economia. Segundo Amanda, foi informado que falta apenas a assinatura do secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira, para que o processo avance.

No entanto, se até o dia 16 não houver novidades positivas, uma nova reunião decidirá sobre a continuidade ou não da greve.

O processo para realizar o concurso está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Economia desde 2024. O principal objetivo dos trabalhadores é evitar que essa situação se arraste por mais um ano. Esse concurso é a principal demanda da categoria e o motivo da ameaça de paralisação. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) apresentou uma proposta final para o acordo coletivo, que teria sido aprovada pelos metroviários, mas ainda aguarda assinatura formal do Metrô-DF.

Além do concurso público, os trabalhadores pedem o cumprimento total do acordo coletivo atual. Eles solicitam também o cumprimento da ação civil pública que exige a contratação de seguranças aprovados no concurso de 2013. A categoria quer que a proposta do TRT-10 seja aceita, o que inclui o concurso, a regularização do pagamento de horas extras e do descanso semanal remunerado quando convocados, além das garantias previstas na ação civil pública.

Em nota enviada recentemente, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal afirmou que a decisão de entrar em greve era prematura. Ressaltou que está comprometida com a negociação do acordo coletivo de trabalho de 2026 e busca uma solução consensual para o impasse.

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