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Metamateriais: Tecnologia barata pode revolucionar mercado dos smartphones

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Os metamateriais controlam as ondas de luz e possibilitam um futuro com smartphones que espelham a tela no ar com a ajuda de óculos de realidade aumentada

Smartphones: a Apple já está supostamente trabalhando em um novo projeto que irá mover as funções do smartphone para óculos finos (Future Publishing / Colaborador/Getty Images)

Feche os olhos e pense no futuro: veículos autônomos, computadores e smartphones com telas que aparecem no ar, óculos de realidade aumentada que te inserem dentro de um mundo virtual como uma versão multijogador do The Sims. Tudo isso pode se tornar o novo normal com os metamateriais.

Metamateriais” é o termo para se referir a uma ampla classe de materiais manufaturados, que são feitos de estruturas mais finas do que o comprimento de onda da luz visível, ondas de rádio e outros tipos de radiação eletromagnética.

Com eles, é possível mudar a forma como os cientistas vêm controlando a luz e deixar o processo tão fácil quanto chips de computador controlam a eletricidade. Lentes de telescópio e até termômetros infravermelho podem se beneficiar deles, mas nada se compara ao efeito que os metamateriais podem ter na produção de smartphones.

Os materiais são uma opção barata e que pode melhorar o desempenho dos aparelhos móveis. O controle de ondas de luz é a atração principal, podendo transformar o celular em um objeto de um filme de ficção científica: de acordo com o New York Times, imagens computadorizadas poderão aparecer no ar com a ajuda de óculos de realidade aumentada.

A Apple já está supostamente um passo na frente de todos, trabalhando em um novo projeto que irá mover as funções do smartphone para óculos finos e leves.

“Estamos entrando na fase de consumo de metamateriais”, disse Alan Huang, diretor de tecnologia da Terabit Corporation, empresa de consultoria do Vale do Silício, ao New York Times. “Vai muito além de câmeras e projetores e nos levará a coisas que não esperamos. É realmente um campo de sonhos.”

As tecnologias não são novidade e foram descobertas no início do século 19 pelo físico francês Augustin-Jean Fresnel, que teve a ideia de achatar e iluminar lentes ópticas e usar ranhuras concêntricas para focar a luz. O próximo a perceber o potencial transformador dos metamateriais seria um físico e ex-chefe de pesquisa da Microsoft, Nathan Myrhvold, que hoje tem seis empresas baseadas nessa tecnologia.

Outra empresa no mesmo ramo é a Metalenz, fundada em 2017, que busca uma nova maneira de fazer lentes ópticas usando a tecnologia da fabricação de chips de computador, uma opção barata e que tem grande potencial de crescimento. Até milhões de lentes bidimensionais capazes de dobrar a luz poderão ser produzidas com uma fração do custo das lentes ópticas de hoje.

O primeiro passo do mercado de massa dos metamateriais provavelmente será substituir as lentes de plástico encontradas nos smartphones, o que também poderá impactar como interagimos com computadores e sistemas de segurança automotiva.

“Uma das coisas mais poderosas que você obtém de metamateriais ou metassuperfícies é a capacidade de realmente reduzir a complexidade de um sistema enquanto melhora o desempenho geral”, disse Robert Devlin, CEO da Megalenz.

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Rival do TikTok, Kwai lança plataforma de anúncios no Brasil

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App conta com 45,4 milhões de usuários ativos mensais no país

O esforço de tornar a marca mais conhecida para os anunciantes locais pode ser interpretado como um movimento para a empresa se aproximar da principal rival, TikTok (Aplicativo Kwai/Reprodução)

O Kwai, app de vídeos de origem chinesa e rival do TikTok, traz ao Brasil a plataforma de anúncios da empresa. Com 45,4 milhões de usuários ativos mensais, a companhia oferece, basicamente, três tipos de anúncios: os “in-feed ads”, que permitem às marcas inserir diferentes tipos de cards nos vídeos. os “formatos de reserva”, em que é possível criar anúncios mais dinâmicos com campanhas de conversão, e o “Take over”, que permite criar campanhas com imagens estáticas ou GIFs.

“Somos um aplicativo que conta com uma comunidade diversa e criativa e que traz conteúdos localizados, pensados para os brasileiros. E é esta essência que também estamos trazendo para nossa plataforma de anúncios”, diz Paulo Fernandes, Diretor de Monetização para Américas do Kwai, em coletiva de imprensa.

Para o novo serviço, o app já conta com parceiros como o app de entregas 99, a plataforma Amazon Prime Video, O Boticário, o app de idiomas Duolingo e a rede de restaurantes Subway. Mas, segundo a empresa, a ideia é ampliar esse número cada vez mais, sempre focado em temas de destaque nacionais, como música e futebol.

De acordo com Paulo, outros planos já estão na mira do Kwai para atrair mais parceiros, como ferramentas de live commerce, uma das principais tendências de vendas pela internet criada na China — e que ganhou força durante a quarentena aqui no Brasil.

O esforço de tornar a marca mais conhecida para os anunciantes locais pode ser interpretado como um movimento para a empresa se aproximar da principal rival, TikTok, que lançou a plataforma comercial em novembro do ano passado no país.

Coincidentemente, a rival também lançou novas funcionalidades aos anunciantes nesta semana, dedicadas às pequenas e médias empresas: o TikTok Ads Manager, em que PMEs e criadores de conteúdo terão acesso a novas funcionalidades para fazer posts criativos dentro da plataforma, além de orçamento flexível, já que a configuração acessível da plataforma garante que as empresas possam ajustar seus gastos com anúncios a qualquer momento; e segmentação inteligente de público, possibilitando que as marcas sejam descobertas por novos públicos, segundo comunicado enviado pela empresa.

É uma boa briga, por um mercado em ascensão no Brasil. Com cada vez mais consumidores (especialmente mais jovens) cansados das dinâmicas das plataformas do Facebook, os vídeos curtos ganharam seu espaço na quarentena e mobilizam um amplo volume de pessoas: no caso do Tiktok, o país é o segundo em volume de usuários, atrás apenas da China.

A migração de marcas para os vídeos curtos é notória, abrangendo marcas de praticamente todos os segmentos e levando concorrentes a se mobilizarem: o Instagram com o Reels e o YouTube com uma plataforma própria para vídeos curtos. É só o começo dessa disputa.

 

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Operadora de telecom da TecBan dá 2 meses de internet grátis para empresas

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Para precificar serviço de internet, chamado LinkBooster, empresa estuda padrões de uso de empresas durante período, de graça

Objetivo da companhia é atuar em cidades menores (Kathrin Ziegler/Getty Images).

A TBNet, operadora de telecom da TecBan (dona da rede de caixas eletrônicos Banco24Horas) quer se tornar a operadora preferida de empresas. A companhia, que conta com cerca de 2,7 mil pontos ativos em todo o país, oferece dois meses de graça para empresas que quiserem contratar serviços de internet. A oferta, segundo a empresa, visa garantir a melhor precificação de uso de rede para cada necessidade.

Com pacotes de 3 GB a 100 GB, o ponto forte da empresa é o de não precisar usar cabos para instalar a própria infraestrutura. Em um dia, a TBNet consegue chegar até o local do cliente, avaliar quais são as duas operadoras mais adequadas para atendê-lo e instalar um aparelho dual chip, que vai garantir que a rede específica usada pela empresa para comunicação com filiais, por exemplo, esteja sempre disponível.

Para garantir isso, a empresa utiliza um aparelho dual chip, que conta com uma inteligência capaz de selecionar a melhor conexão para aquele local ao longo do dia. Além disso, a solução não prioriza uma única operadora em detrimento de outra por critérios comerciais, mas apenas técnicos — garantir sempre o melhor sinal para aquele cliente.

Em relação ao preço, falando de forma técnica, a TBNet afirma que tem um preço 30% inferior ao de contratação de links MPLS.

Saindo do jargão para explicar o que isso significa: imagine que empresas precisam realizar uma comunicação via internet entre todas as filiais de uma mesma empresa, ou, por exemplo, garantir que todos os sistemas utilizados para manter uma única loja de pé estejam sempre funcionando. de forma integrada. Para garantir que tudo funcione corretamente ao longo do dia, é necessário garantir uma velocidade razoavelmente constante de internet, minimizando o risco de ataques e sem a necessidade de muitas atualizações constantes (como em uma VPN). Para garantir tudo isso, as empresas podem usar uma solução de telecomunicações, chamada Link MPLS.

Para sintetizar em uma única frase: é como se uma rede VPN — normalmente utilizada em diferentes tipos de empresas — necessitasse de uma internet própria para funcionar. Isso demanda tempo e esforços, já que a maior parte das operadoras consegue fazê-lo apenas com uma conexão a cabo para levar os dados do ponto A ao ponto B. Além disso, a instalação desse serviço pode levar até 60 dias para ser realizada por operadoras convencionais, segundo a TBNet.

Para se diferenciar nesse mercado, além de oferecer o modem dual chip, a TBNet tem, no contrato, uma cláusula de “atendimento de emergência” aos clientes, em que, por um determinado valor, as empresas têm acesso a atendimento emergencial caso o aparelho da companhia apresente falhas.

“Essa oferta de serviços já nos permitiu, por exemplo, fechar contratos com empresas posteriormente. Mostramos o valor do nosso serviço em uma eventual interrupção do contrato vigente da empresa com outra operadora e já temos casos em que os clientes desistiram da solução contratada para ficar com a nossa”, diz Alexandre Coelho, Gerente Executivo da TBNet.

Hoje, a empresa que surgiu para conectar os caixas eletrônicos da TecBan opera 2,7 mil pontos de clientes externos e outros 11 mil da empresa dona dos caixas eletrônicos Banco 24Horas.

Entre os clientes, está o Banco Itaú, que usa os aparelhos da TBNet em mais de 1.500 pontos. O banco afirma que a experiência da empresa ao lidar com caixas eletrônicos pesou, bem como a oferta de internet em 4G — o que reduziu significativamente os problemas com cabos e conexões.

“Começamos a trabalhar com a TBNet desde 2018 e entendemos, desde então, que trabalhar com 4G poderia trazer mais estabilidade nas conexões e reduziria nosso custo operacional. Percebemos uma evolução de qualidade com o uso dos dois chips, além da  efetividade em recuperar a internet, aplicar melhorias e validar os resultados”,  diz Fábio Napoli, Diretor de TI do Itaú Unibanco.

Em busca de mais clientes como esse, a TBNet afirma que está instalando cerca de 100 novos pontos de internet mensalmente. Um dos clientes recentes é uma cooperativa de farmácias no ABC, em que mais de 20 pontos foram instalados de uma única vez.

Para 2022, a companhia acredita que será possível já começar o ano com cerca de 3 mil pontos instalados — e tem sede para mais. “Nossa oferta é única no mercado, resultado de um esforço contínuo e investimentos em tecnologia. Enxergamos espaço para avançar cada vez mais no país, especialmente em cidades menroes”, diz Alexandre.

De olho em cada vez mais dados, é claro que a tecnologia não podia ficar de fora — e é nisso que a TBNet se apoia para os próximos anos.

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Facebook planeja adotar novo nome para renovar imagem, diz site

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A mudança deve posicionar o negócio como carro-chefe dos muitos produtos de uma empresa que supervisiona marcas como Instagram e WhatsApp

Facebook: Se for verdade, a reformulação faria sentido, já que a marca Facebook se torna menos importante para o grupo que busca renovar a imagem manchada pela investigação regulatória (NurPhoto/Getty Images)

 

O Facebook está planejando adotar um novo nome para se concentrar no metaverso e deve anunciar a mudança na próxima semana, publicou o The Verge na terça-feira, citando uma fonte.

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, tem falado sobre o metaverso desde julho, e o grupo tem investido fortemente em realidade virtual e realidade aumentada, desenvolvendo hardwares como óculos de realidade aumentada e tecnologias de pulseira.

A mudança deve posicionar o negócio como carro-chefe dos muitos produtos de uma empresa que supervisiona marcas como Instagram e WhatsApp, segundo a reportagem. O Google adotou essa estrutura quando se reorganizou em uma holding chamada Alphabet, em 2015. O Facebook disse que não comenta “boatos ou especulações”.

Se for verdade, a reformulação faria sentido, já que a marca Facebook se torna menos importante para o grupo que busca renovar a imagem manchada pela investigação regulatória e legal de como lida com a segurança do usuário e com discursos de ódio.

“Isso reflete a expansão dos negócios do Facebook. E acho que a marca Facebook provavelmente não é a maior, considerando todos os eventos dos últimos anos”, disse o analista de internet James Cordwell, da Atlantic Equities.

O Facebook está sob ampla investigação global sobre suas práticas de moderação de conteúdo e danos vinculados às suas plataformas, com documentos internos vazados por um denunciante formando a base para uma audiência no Senado dos Estados Unidos.

No mês passado, o Facebook nomeou Andrew Bosworth, que chefia os esforços de realidade aumentada e realidade virtual da empresa de mídia social, incluindo produtos como o fone de ouvido Oculus Quest VR, como diretor de tecnologia.

Zuckerberg planeja falar sobre a mudança de nome na conferência anual Connect da empresa em 28 de outubro, mas pode ser revelado antes, disse a Verge.

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Google lança smartphone Pixel 6 com processador próprio

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A principal estrela do novo aparelho é seu processador, apelidado de “Tensor”, o primeiro desenvolvido pelo próprio Google

O gigante californiano espera agora ganhar protagonismo com o Pixel 6 e o Pixel 6 Pro, que serão comercializados nos Estados Unidos por 599 e 899 dólares, respectivamente, um valor inferior ao dos últimos iPhones.

O Google aposta em sua experiência com aprendizagem automática, o que supostamente tornará a experiência do usuário mais intuitiva. Essa função “oferece capacidades que apenas um telefone do Google pode oferecer, como a função de tradução instantânea que lhe permite traduzir mensagens e vídeos [também disponível sem conexão]”, diz a descrição do novo dispositivo.

O Google também garante que os Pixel 6 são mais resistentes e seguros graças a um novo chip que os protegem “eficazmente contra hackers”.

A companhia vem tentando entrar no mercado de telefonia celular desde antes do lançamento de seu primeiro Pixel, em 2016. Quatro anos antes, o Google adquiriu a Motorola por 12,5 bilhões de dólares. No entanto, o negócio não prosperou e, dois anos depois, repassou a marca para a chinesa Lenovo por menos de 3 bilhões de dólares.

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Com novo CEO e plano de reviravolta, Intel divulga resultados

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Focada em aumentar a produção interna e terceirizar para alcançar rivais, a empresa espera receita de 18,2 bilhões de dólares

Intel: balanço pode mostrar novos rumos da empresa (Reuters/Reuters)

A Intel vai divulgar nesta quinta-feira, 21, os números referentes ao balanço da empresa no 3º trimestre de 2021. A empresa de processadores, que já alcançou faturamento anual superior a 400 bilhões de dólares, pode ter resultados otimistas mesmo considerando a escassez de componentes em toda a indústria.

A estabilização da indústria automotiva e a alta demanda por computadores e notebooks devido a pandemia do coronavírus devem refletir nas receitas. De acordo com dados da IDC, remessas de PCs chegaram a 86,7 milhões de unidades no terceiro trimestre deste ano.

A expectativa é que o faturamento se beneficie também da melhoria nos negócios de data centers e a crescente adoção de soluções baseadas em nuvem em computação móvel, junto com infraestrutura de rede para 5G.

A Intel passou por momentos difíceis nos últimos anos, como a perda de clientes como Amazon, Apple e Microsoft, que começaram todos a criar chips próprios e a contratar fabricantes terceirizados para fabricá-los e o atraso dos chips com tecnologia de 7 nanômentros — ao passo que a Apple já lançava processadores para smartphones com 5 nanômetros.

2021 pode acabar sendo melhor para a Intel. Segundo o Yahoo Finance, a empresa superou as estimativas de lucro dos analistas nos últimos quatro trimestes. Já em março deste ano, o recém-chegado CEO Pat Gelsinger anunciou mudanças que visavam a reestruturação da empresa.

Gelsinger disse que iria investir 20 bilhões de dólares em duas fábricas no Arizona e trabalhar mais próxima de parceiros, inclusive fabricando processadores e chips para outras empresas. “A Intel está de volta. A velha Intel é a nova Intel”, afirmou.

A empresa também mudou o modelo de funcionamento de fábricas. Ela passou a desenvolver os processadores e enviá-los para fabricação em companhias que terceirizam o serviço, como Samsung e TSMC — um mercado que deve valer em torno de 100 bilhões de dólares em 2025.

Em termos de lançamento, a Intel anunciou a chegada de dois novos processadores de 11ª geração no segundo trimestre, com velocidades de até 5 GHz, para notebooks leves e ultrafinos. Os modelos anunciados, segundo diz a empresa, são 25% mais rápidos que os modelos equivalentes da rival AMD.

Agora, focada em aumentar a produção interna e terceirizar para alcançar competidores, a companhia espera receita de 18,2 bilhões de dólares, ante projeções de 18,1 bilhões.

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Rússia vai multar Google com valor de até 20% do faturamento anual no país

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A Rússia aumentou a pressão sobre as empresas estrangeiras de tecnologia à medida que busca assegurar maior controle sobre a internet no país

Rússia: ativistas da oposição acusam Google e Apple de cederem à pressão do Kremlin depois de remover um aplicativo de votação de suas lojas. (Maxim Shemetov/Reuters)

 

A Rússia disse nesta terça-feira que vai buscar neste mês impor multa ao Google equivalente a até 20% do faturamento da empresa no país por não excluir conteúdo considerado ilegal pelo governo.

A agência reguladora de comunicações Roskomnadzor disse que o Google não pagou 32,5 milhões de rublos (458.100 dólares) em multas cobradas neste ano e que agora buscará um valor entre 5% e 20% do faturamento da empresa na Rússia, algo que pode chegar a 240 milhões de dólares. O Google não comentou o assunto de imediato.

A Rússia aumentou a pressão sobre as empresas estrangeiras de tecnologia à medida que busca assegurar maior controle sobre a internet no país, desacelerando a velocidade de transmissão de dados do Twitter desde março e multando rotineiramente outras empresas por violações de conteúdo.

Ativistas da oposição acusam Google e Apple de cederem à pressão do Kremlin depois de remover um aplicativo de votação de suas lojas.

A Roskomnadzor disse no início de outubro que pediria a um tribunal para impor uma multa sobre o faturamento do Facebook, citando legislação assinada pelo presidente Vladimir Putin em dezembro de 2020.

“Um caso semelhante será aplicado em outubro contra o Google”, disse Roskomnadzor em comentários por à Reuters nesta terça-feira.

O banco de dados de negócios Spark mostra que o faturamento do Google na Rússia em 2020 foi de 85,5 bilhões de rublos. Uma multa de 5% a 20% equivaleria a 4,3 bilhões a 17,1 bilhões de rublos.

O Google está atualmente se defendendo contra uma decisão judicial que exige o desbloqueio da conta do YouTube de um empresário russo sancionado senão enfrentará uma multa composta sobre seu faturamento geral que dobraria a cada semana e obrigaria a empresa a fechar as portas no país em questão de meses.

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