Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que metade das rodovias públicas brasileiras, totalizando 42.052 quilômetros, apresentam baixo índice de segurança contra acidentes graves. O estudo é referente ao ano de 2025 e destaca a necessidade de melhorias na infraestrutura viária do país.
Apenas 4,8% das rodovias públicas conseguiram um alto índice de proteção, o que representa uma queda em relação à pesquisa anterior, que marcava 6,2%. Já as rodovias sob concessão privada mostraram um desempenho melhor, com 62% da extensão analisada apresentando alto índice de segurança.
De modo geral, 37,5% da malha rodoviária estudada foi classificada com baixo índice de segurança, 42,7% com índice médio e 19,9% com alto padrão de proteção. O levantamento considera aspectos como pavimentação, sinalização, acostamentos e barreiras de proteção.
Segundo Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT, a qualidade da infraestrutura impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Ela ressalta que, apesar de um cenário nacional estável, ainda existem diferenças significativas entre as regiões, o que reforça a necessidade de investimentos focados em segurança viária, principalmente nas rodovias sob gestão pública.
Índices por região
- Sudeste: Alto índice de segurança em 41,0% das rodovias (12.686 km), médio em 40,4% e baixo em 18,5%.
- Sul: 26,5% das rodovias com alto índice, 47,3% com médio e 26,1% com baixo.
- Centro-Oeste: 13,0% dos trechos com alto índice, 45,6% médio e 41,3% baixo.
- Nordeste: 6,3% das rodovias apresentam alto índice, 42,6% médio e 51,1% baixo.
- Norte: Apenas 3,4% dos trechos com alto índice, 37,1% médio e 59,5% baixo.
O índice de segurança, ou índice de perdão, avalia a capacidade das rodovias em reduzir a gravidade de acidentes, levando em conta fatores como pavimento, sinalização, acostamentos e proteção. A CNT ressalta que o estudo não mede o número de acidentes, mas sim a probabilidade de esses acidentes resultarem em consequências graves ou fatais.
