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domingo, 30/11/2025

Meta confirma ao STF criação de perfil com e-mail de Mauro Cid

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A Meta comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o perfil @gabrielar702, no Instagram, foi criado utilizando um e-mail vinculado ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi apresentada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, que investiga se Cid teria vazado dados sobre sua delação premiada com a Polícia Federal (PF), referente à investigação da tentativa de golpe.

Segundo a Meta, a conta foi registrada com o e-mail maurocid@gmail.com, e o perfil @gabrielar702 não está mais disponível.

Além disso, o Google enviou detalhes sobre outras contas em nome de Cid e confirmou o mesmo endereço de e-mail, bem como a data de nascimento do militar, 17 de maio de 1979.

A investigação se intensificou após a revista Veja divulgar que Cid teria omitido informações durante depoimento prestado no dia 9 ao STF.

Na audiência, o ex-ajudante de ordens foi questionado pela defesa de Bolsonaro sobre seu conhecimento do perfil, relacionado ao nome de sua esposa, Gabriela Cid. Ele alegou não saber se o perfil pertencia a ela e afirmou que não utilizava redes sociais para se comunicar com outros investigados.

Os advogados do ex-presidente levantaram suspeitas de que o perfil teria sido usado por Cid para divulgar informações sigilosas dos depoimentos, descumprindo cláusulas do acordo de delação, o que pode levar à perda dos benefícios, incluindo responder ao processo em liberdade.

Baseado no depoimento de Cid, Bolsonaro solicitou a anulação da delação de seu ex-ajudante.

Na semana anterior, o advogado de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, revelou ter se comunicado com Cid via o perfil em questão e também defendeu a invalidação da delação.

Em uma conversa, Cid afirmou a Eduardo Kuntz que os investigadores da PF tentavam impor palavras em seus depoimentos, especificamente a palavra ‘golpe’.

Para confirmar a identidade, o advogado pediu uma foto de Cid.

Consequentemente, o ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão de Câmara, pois ele desrespeitou medida cautelar que proibia o uso de redes sociais, mesmo por meio de intermediários.

Informações da Agência Brasil

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