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Merkel apoia ideia de “confinamento nacional curto” na Alemanha

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O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo

(crédito: AFP / POOL / Markus Schreiber)

A chanceler Angela Merkel é favorável à aplicação de um “confinamento corto e uniforme” em toda Alemanha, para frear o aumento dos contágios por covid-19, afirmou nesta quarta-feira (7/4) a porta-voz do governo.

“O sistema de saúde está submetido a uma pressão ameaçadora”, advertiu Ulrike Demmer em uma entrevista coletiva. “Por isto se justificam os pedidos de um confinamento curto e uniforme”, afirmou a porta-voz.

O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo.

A taxa de incidência de sete dias alcançou na quarta-feira 110,1 na Alemanha, com 9.677 casos registrados oficialmente e 298 mortes em 24 horas, segundo o Instituto Robert Koch de vigilância sanitária.

“Precisamos de uma incidência inferior a 100”, argumentou Demmer, antes de alertar que os dados atuais provavelmente são parciais devido ao fim de semana prolongado da Páscoa.

Um dos possíveis candidatos a suceder a chanceler, o líder do partido conservador CDU, Armin Laschet, defendeu nos últimos dias um confinamento de “duas ou três semanas” para reduzir a taxa de incidência até que a campanha de vacinação tenha efeito.

Mas ele não explicou as modalidades do eventual confinamento, especialmente no que diz respeito a possíveis novos fechamentos de escolas e creches.

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Saída de Raúl Casto marca o fim de uma era em Cuba

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O Partido Comunista cubano se reúne a partir desta sexta-feira e deve oficializar o novo comando. Será a primeira vez sem um Castro efetivamente no poder desde a revolução de 1959

Raúl Castro (à dir.) e o presidente cubano Miguel Díaz-Canel: pupilo é o primeiro mandatário já nascido após a revolução (Alexandre Meneghini/Reuters)

Cuba não terá mais um Castro no comando do país pela primeira vez em décadas. O mandatário Raúl Castro, de 89 anos e dirigente máximo do Partido Comunista Cubano, deve oficializar sua aposentadoria no congresso da legenda, que começa a partir desta sexta-feira, 16.

O Partido Comunista é o único autorizado em Cuba e seu primeiro secretário, cargo que Castro ocupa hoje, é de fato a fonte de poder do governo, estabelecendo diretrizes para o país.

Desde que um grupo de revolucionários cubanos derrubou o general Fulgencio Batista, o poder esteve majoritariamente nas mãos de um dos irmãos Castro. Primeiro, Fidel Castro, que ficou na presidência até 2008 e no cargo máximo do partido até 2011, passando os dois postos a seu irmão Raúl até falecer, em 2016.

A presidência de Cuba já havia sido transferida de Raúl Castro ao pupilo Miguel Diaz Canel em 2018. O próximo passo tende a ser a oficialização de Canel à frente do partido no congresso deste fim de semana.

Nascido em 1960, um ano após a revolução, Canel é o primeiro mandatário que não participou da tomada de poder em 1959. Sua chegada aos postos mais altos do governo marca o fim de uma era em Cuba, com a ascensão da geração que já nasceu sob o regime socialista.

O congresso do partido — que acontece a cada cinco anos, e vai até segunda-feira, 19 — deve discutir ainda outros temas urgentes do regime, como a crise do coronavírus. A economia da ilha, ainda sob embargos dos Estados Unidos, foi duramente afetada pela queda do turismo e restrições de viagens internacionais.

A população cubana enfrenta falta de itens básicos, como carne e laticínios. O país importa dois terços dos alimentos que são consumidos, além de comprar sobretudo combustível e recursos como minérios. Segundo o governo, o produto interno bruto caiu 11% em 2020.

Rua em Havana (foto de 2016): governo de Raúl Castro é criticado por lentidão das prometidas reformas de abertura da economia (Chris Arsenault/File Photo/Reuters)

A Canel caberá o desafio de balancear a crise econômica, o impacto dos embargos, a pandemia e a oposição crescente, sobretudo das novas gerações. Em sua trajetória na política cubana, e sendo vice-presidente desde 2013, Canel se mostrou fiel seguidor do regime dos Castro, mas analistas apontam que sua chegada marca o começo inevitável de uma nova fase em que Cuba terá de se transformar para seguir sobrevivendo.

O próprio Raúl Castro defendeu no último congresso do partido que todos os líderes da revolução que seguem dirigentes da legenda deveriam se aposentar junto a ele. No entanto, críticos afirmam que as reformas econômicas em Cuba têm sido mais lentas do que o prometido.

A economia cubana foi ainda duramente afetada sob governo de Donald Trump, quando os embargos contra a ilha, que haviam sido levemente relaxadas no governo Barack Obama, voltaram a ficar mais restritos. Nos últimos dias de seu mandato, Trump também colocou Cuba no grupo de “patrocinadores do terrorismo”, categoria da qual o país havia sido removido em 2015. O governo cubano afirma que as medidas tiveram impacto de 20 bilhões de dólares na economia da ilha.

O presidente Joe Biden, que foi vice de Obama durante o relaxamento dos embargos, não deve ter a revisão das políticas como prioridade em meio às críticas à ditadura em Cuba. Sem dar prazos, a porta-voz da Casa Branca disse que as medidas de Trump serão revistas “cuidadosamente”. A relação com os EUA sob Biden deve ser um dos temas discutidos pelos mandatários cubanos nos próximos dias.

Com uma das piores crises da história do regime, os membros do governo socialista devem usar o espaço do congresso de hoje para exaltar as vacinas “caseiras” feitas em solo cubano. São ao menos cinco vacinas desenvolvidas, duas em fase final de ensaios clínicos: as chamadas Soberana 02 e Abdala.

Se aprovadas pelo governo do país, o que deve acontecer nos próximos meses, devem se tornar as primeiras vacinas desenvolvidas em um país da América Latina. Cuba tem histórico de desenvolvimento de vacinas, como as da hepatite B e meningite.

O objetivo da ilha é começar a partir de julho a imunizar em massa sua população de pouco mais de 11 milhões de habitantes. O governo da ilha disse também que está disposto a exportar as vacinas, e a Venezuela e países da América Central (hoje praticamente sem imunizantes) já demonstraram interesse.

Vacinas têm sido usadas como grandes armas geopolíticas por países de todos os cantos do mundo; se concluída, a vacina cubana seria uma vitória do governo do país em um momento dos mais delicados. A ver se será suficiente para manter o regime no poder.

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Biden se reúne com primeiro-ministro japonês e deve ter China como assunto

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Líderes devem discutir pandemia, aquecimento global e Coreia do Norte, mas as nuances das relações dos dois países com a China devem dominar a conversa

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Equador vai mostrar se há espaço para liberalismo na América Latina

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Após 14 anos de correísmo, o ex-banqueiro Guillermo Lasso foi eleito no Equador com a promessa de realizar reformas e atrair investimentos. Mas tirar as ideias do papel pode ser um desafio, como foi para outros governos da região

Protestos no Equador em 2019: popularidade do atual governo despencou após acordo com FMI (Agustin Marcarian/Reuters)

Os países latino-americanos têm flertado com o liberalismo econômico nas últimas décadas. Boa parte das vezes as promessas liberais ficaram apenas no discurso ou foram testadas de forma errática na realidade. Mas um pequeno país com 17 milhões de habitantes pode ser o novo laboratório para essas ideias na América Latina, a ser comandado em breve por um liberal raiz.

Em sua posse em 24 de maio, o novo presidente eleito do Equador, o ex-banqueiro e empresário Guillermo Lasso, receberá um país de “tecido social completamente rompido”. E precisará provar que um choque de liberalismo (e de boa política pública) é capaz de mudar isso.

A análise é do cientista político e jurista Pedro Donoso, diretor geral da consultoria Icare Inteligencia Comunicacional. Baseado em Quito, Donoso acompanha com profundidade o processo político no país, e sua tese é de que as propostas liberais vendidas durante a campanha irão, a partir de agora, se moldar a uma realidade que é menos favorável.

Lasso é o primeiro presidente eleito sem apoio do correísmo em 14 anos, desde quando Rafael Correa (2007-2017) chegou ao poder pela primeira vez. Mas o placar apertado da eleição de domingo, 11, com 53% dos votos para Lasso contra o economista de esquerda Andrés Arauz – somado ao alto número de votos nulos – mostram como o presidente eleito não venceu por unanimidade, e somente capitalizou parte da rejeição ao adversário.

Esse é o problema imediato com o qual outros políticos latino-americanos economicamente liberais têm tido de lidar: a rejeição ao governo anterior não necessariamente se traduz em apoio ao novo mandato.

Entre a oposição ao correísmo e um apoio concreto ao presidente eleito, há um abismo. Lasso terá pouca base no Congresso e precisará aglutinar os grupos diversos que o apoiaram. “O espectro que ele representa, um espectro anticorreísta, é muito amplo. Isso gera muita expectativa, e o inimigo principal dos políticos é sempre a expectativa”, diz Donoso.

Na campanha, o presidente eleito disse que deseja abrir a economia, reduzir o tamanho do Estado, fazer acordos bilaterais, atrair investidores, reduzir impostos, investir no agronegócio e criar 2 milhões de empregos.

Mas o histórico não lhe é promissor. Com desigualdade alta (e crescendo na pandemia), a América Latina tem dificuldades para encontrar modelos ideais de governos liberais. Mandatários, mesmo que à direita, costumam terminar empregando gastos públicos amplos – alguns justificados, outros, nem tanto. As reformas prometidas em campanha, com frequência, não saem do papel, ou dão imensamente errado.

Os exemplos recentes são vários: da Argentina de Mauricio Macri, que não conseguiu retomar a economia após o kirchnerismo, ao Brasil de Bolsonaro e Paulo Guedes, onde as reformas ainda não engrenaram. Entrou na lista até mesmo o Chile, bandeira de sucesso do neoliberalismo e cuja população passou a questionar o modelo de estado mínimo nos últimos anos.

Dentro do Equador, o atual presidente, Lenín Moreno (que venceu o próprio Lasso em 2017), rompeu com Rafael Correa na metade do mandato e viu sua popularidade cair após cortes de subsídios que levaram a uma onda de protestos indígenas em outubro de 2019. As medidas foram contrapartida a um empréstimo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), criticado pela oposição. A pandemia terminou de devastar o governo, que encerra o mandato com popularidade na casa dos 10%.

Aos 65 anos, Lasso foi presidente do Banco Guayaquil do Equador por quase 20 anos, além de ter tido passagem pela Coca-Cola e outras organizações do setor privado. Mas nunca teve um cargo eletivo, após ter perdido as eleições presidenciais em 2013 e 2017. Antes disso, atuou por somente alguns meses no governo do ex-presidente Jamil Muhuad, ainda nos anos 90.

O novo presidente assume um país de economia devastada, com desemprego em mais de 30% (sem contar os trabalhadores informais sem salário na pandemia) e queda de 8% do produto interno bruto em 2020. No começo da pandemia, o Equador viu o sistema de saúde e funerário colapsar, chegando a ter corpos nas ruas. Agora, a segunda onda que assola a América do Sul é nova preocupação.

A vacina chegou a menos de 3% da população. Em uma promessa “à la Biden” – que disse que aplicaria 100 milhões de doses de vacina em 100 dias de mandato, e depois dobrou a meta –, Lasso prometeu vacinar 9 milhões de pessoas em seus primeiros 100 dias.

Os diversos parabéns que o presidente eleito recebeu de líderes de direita na América Latina mostram que todos os olhos estarão voltados ao Equador. Se tiver sucesso no complicado cenário do país, o ex-banqueiro poderá lançar as bases para outros governos liberais na região, hoje amplamente questionados. “Lasso deve tentar fazer políticas de choques fortes, tomar decisões, aproveitando que é um presidente novo. E isso pode lhe gerar algum tipo de positividade”, diz Donoso. “Mas será um desafio.”

Pedro Donoso, da Icare Inteligencia: governabilidade e a dura realidade do Equador serão prova de fogo do governo Lasso (Arquivo Pessoal/Adaptado/Reprodução).

A vitória de Lasso no Equador chamou muita atenção por ser a primeira de um candidato não correísta em 14 anos. Quais desafios ele enfrentará?

O Equador vive diferentes crises profundas que é preciso entender. A primeira é uma crise de pessimismo, nunca antes visto. Nove em cada dez equatorianos se sentem pessimistas sobre o presente. Há também uma crise econômica, um déficit fiscal, uma crise social. Sete de cada dez não têm emprego pleno, estamos em um nível de pobreza extrema que não vivíamos desde 2007. Vimos também uma crise política de legitimidade. E por fim, a pandemia. Além da crise, tivemos aumento de feminicídios, de mortes violentas. O tecido social está completamente rompido.

A crise é tão profunda que o modelo de qualquer um dos dois candidatos no segundo turno, Lasso ou Arauz, seria invariavelmente devorado pela realidade. Tudo isso que Lasso propôs vai encontrar limites. Cada voto que ele ganhava no segundo turno representava também uma perda em margem de governabilidade: o espectro que ele representa, um espectro anticorreísta, é muito amplo. Há muitas visões aí. Isso gera muita expectativa, e o inimigo principal dos políticos é sempre a expectativa.

Passada a comemoração pela vitória, o presidente eleito terá apoio para fazer o governo liberal que propôs?

Lasso não tem maioria na Assembleia. Não me surpreenderia que nas negociações prévias a partir de agora ele comece a tentar chegar a acordos de modo a equilibrar e ter um bloco importante. É importante notar que ele também não tem outras bases, tem poucos aliados nas prefeituras, por exemplo, e seu partido foi um dos grandes perdedores dos protestos de 2019. Não necessariamente esse anti-correísmo vai ser aliado do Lasso. Não há uma conexão direta. Vai depender muito de como ele fará essa coordenação para governar.

O anti-correísmo foi forte na eleição, mas até que ponto esse grupo apoia o presidente eleito?

Se olharmos a Assembleia, há mais representação de um progressismo do que de um conservadorismo. Por mais que consiga também rachar parte da esquerda democrática e leve alguns votos para seu bloco, a soma do correísmo mais o movimento indígena representa uma maioria interessante. Lasso vai buscar os votos soltos, partidos locais, vai buscar aliança com o partido cristão que o apoiou na eleição. E isso vai ter consequências, porque ele terá de fazer concessões diversas.

No Equador, fica claro que o Lasso do segundo turno já é diferente do Lasso do primeiro turno. Teremos de ver qual deles vai governar

Há espaço para passar reformas liberais na Assembleia?

O primeiro passo é eleger os postos chave. Não seria estranho, por exemplo, que se escolha alguém do movimento indígena como presidente da Assembleia. Há uma lei que ordena que em 60 dias após formada a Assembleia tem de ter uma agenda legislativa, então este começo será importante para dar o tom do que pode acontecer. E o terceiro ponto é que o acordo que Moreno [Lenín Moreno, presidente atual] celebrou com o FMI estabelece que o Equador tem de fazer três reformar: tributária, trabalhista e da previdência. Mas acredito que essas reformas não vão contar com os votos progressistas.

No Brasil, o atual governo foi eleito com promessas liberais, sobretudo na figura do ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, muita coisa não foi concretizada. Há esse histórico de dificuldade para governos liberais na América Latina?

A pandemia mudou ainda mais a agenda, ela amplia desigualdades e exige mais ações dos governos uma vez que eles chegam lá. No Equador, fica claro que o Lasso do segundo turno já é diferente do Lasso do primeiro turno. São personagens diferentes, no segundo turno essa realidade da qual falei já se impôs muito mais, e foi necessário para fazer alianças. Teremos de ver o quanto governará o Lasso do primeiro turno e quanto será o Lasso do segundo.

Há muitas visões distintas sobre como recuperar a economia agora. Os exportadores têm uma visão diferente dos importadores, os empresários grandes têm uma, os pequenos têm outra. O Lasso será o para raio de todas essas demandas. Mais do que as promessas, só a realidade mostrará qual vai ser o modelo do governo.

O correísmo ainda tem força no país apesar da derrota? Pode ser oposição forte a Lasso durante o governo?

O correísmo continua vigente, assim como o anti-correísmo. A eleição foi pautada por isso. Os candidatos que tentaram sair dessa dualidade terminaram sendo absorvidos. Tanto que a própria esquerda democrática, depois, apoiou Lasso.

Temos de ver como o correísmo se configura agora. Não sei se o Arauz será a figura que vai instaurar o “correísmo sem Correa” [o ex-presidente, impedido de concorrer por condenações por corrupção, vive hoje na Europa]. Creio que o discurso de Arauz foi de aceitar o resultado, foi um discurso tão potente, que não deveria ter sido o último. Temos que ver como se ressignificará o correísmo, se Arauz vai ser o líder, como eles vão lidar com os próximos anos.

A eleição do Equador foi um “referendo de rejeição” do correísmo, assim como outras eleições na América Latina. Nessa nova era, de primeiro eleito que não um candidato do ex-presidente Rafael Correa, há chance para que uma próxima eleição fuja dessa lógica?

O voto nulo chegou a 16%, o pior desde os anos 90. E nisso creio que há um movimento importante a observar, que foi essa terceira via que desejava romper com o correísmo. O movimento indígena foi o que melhor entendeu esse processo, não teve uma visão de curto prazo, mas apostou no futuro, em solidificar sua votação na Assembleia, ganhou espaço importante ao não ficar de nenhum dos dois lados [Yaku Pérez, líder do movimento indígena, pediu voto branco no segundo turno]. Então depende muito de como esse movimento pela terceira via vai se posicionar agora.

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Ataque a tiros deixa pelo menos 8 mortos em Indianápolis, nos EUA

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Uma série de ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março

(Pilar Olivares/Reuters)

Pelo menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em Indianápolis, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira 15. Segundo autoridades locais, o ataque aconteceu em uma instalação do FedEx, próximo ao aeroporto da cidade.

Ouvidos pela imprensa local, representantes da Polícia Estadual de Indiana disseram que outras pessoas foram levadas ao hospital mas não apontaram o número exato de feridos. As autoridades informaram ainda que o atirador teria tirado a própria vida após a ação.

Um homem que trabalha na instalação disse a uma emissora de televisão local que viu o atirador quando ele começou a disparar. “Eu vi o homem com uma submetralhadora, ou um rifle automático, e ele começou a atirar. Eu imediatamente me abaixei, fiquei com medo”, disse Jeremiah Miller.

Um porta-voz da FedEx confirmou à agência de notícias AFP que uma de suas instalações foi palco de um ataque e disse que a empresa está colaborando com as autoridades. “Estamos cientes do trágico tiroteio que ocorreu em nossa instalação perto do aeroporto de Indianápolis”, disse a empresa em um comunicado.

Em entrevista a um repórter da rede de televisão WRTV, um homem que estava no local no momento dos disparos disse que viu um corpo no chão. Outra testemunha relatou à Fox News que sua sobrinha, que estava dentro de um carro em um estacionamento próximo, foi hospitalizada após levar um tiro no braço esquerdo.

O sargento John Perrine pediu a parentes de funcionários que se reunissem no hotel Holiday Inn para maiores informações. Após o ataque, o tráfego próximo ao local foi interrompido temporariamente.

Sequência de tiroteios

Uma série de ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março. No último dia 12, seis pessoas, incluindo um policial, foram baleadas em um tiroteio numa escola de segundo grau na cidade de Knoxville, no Estado do Tennessee. A polícia confirmou uma morte.

No dia 8, um homem abriu fogo em uma fábrica de marcenaria no Texas, onde trabalhava, matando uma pessoa e ferindo outras seis antes de ser levado sob custódia.

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Irã começa a produzir urânio enriquecido a 60%

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Após a explosão na central de enriquecimento de Natanz, o Irã anunciou que elevaria suas atividades de enriquecimento de urânio muito acima dos 20% permitidos

O anúncio do início da produção de urânio a 60% coincide com as negociações para tentar salvar o acordo internacional (AFP/AFP)

O Irã anunciou nesta sexta-feira (16) que começou a produzir urânio enriquecido a 60%, em uma nova e grande violação dos compromissos assumidos com a comunidade internacional, preocupada com as ambições nucleares do país.

“Agora conseguimos obter 9 gramas por hora de urânio enriquecido a 60%”, declarou o presidente da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Ali Akbar Salehi.

Algumas horas antes, a agência Tasnim informou que a instalação de enriquecimento de Natanz, no centro do Irã, havia começado a produzir o material, que aproximaria a República Islâmica da barreira de refinamento a 90%, que permite o uso nuclear.

Os cientistas de Natanz continuam “trabalhando para instalar as (duas) cascatas de centrífugas” destinadas a produzir urânio enriquecido a 60%, completou Salehi em uma entrevista à televisão estatal.

Desta maneira, nossa produção (de urânio a) 60% diminuirá: pode passar de 9 gramas (por hora) atualmente para 6 gramas, mas, ao mesmo tempo, produziremos (urânio enriquecido a) 20% com as duas cascatas”, disse.

Após a explosão registrada no domingo na central de enriquecimento de Natanz, que o Irã atribuiu a Israel, a República Islâmica anunciou na terça-feira que elevaria suas atividades de enriquecimento de urânio 235 A 60%, muito acima dos 20% praticados desde janeiro e do limite máximo de 3,67% estabelecido pelo acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015 em Viena.

O anúncio do início da produção de urânio a 60% coincide com as negociações para tentar salvar o acordo internacional, do qual o governo dos Estados Unidos se retirou unilateralmente em 2018, durante a presidência de Donald Trump.

Impressão geral positiva

O anúncio, que vários analistas consideram uma “provocação”, é a etapa mais recente, e também a mais impactantes, da República Islâmica até o momento para tomar distância dos compromissos assumidos no acordo de Viena.

Em represália à saída dos Estados Unidos do acordo e ao retorno das sanções americanas contra o Irã, Teerã começou a não cumprir os compromissos a partir de maio de 2019.

Uma nova sessão de negociações, com o objetivo de levar Washington de volta ao acordo e anular as sanções contra Teerã, aconteceu na quinta-feira em Viena.

O encontro deixou uma “impressão geral positiva”, segundo o embaixador russo na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mikhail Ulianov. Ele disse que o trabalho deve continuar nesta sexta-feira.

Na quarta-feira, Alemanha, França e Reino Unido, que ao lado da Rússia, China e Irã assinaram o acordo de Viena, afirmaram que o anúncio do enriquecimento de urânio a 60% provocava uma “grande preocupação”.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, considerou as preocupações infundadas.

“Hoje inclusive podemos enriquecer a 90% se assim desejarmos”, declarou o presidente na quinta-feira. “Mas afirmamos desde o primeiro dia e cumprimos nossa palavra: nossas atividades nucleares são pacíficas, não queremos produzir a bomba atômica”.

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Vacinações na Índia diminuem e falta de matéria-prima afeta produção

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As vacinações atingiram um pico de 4,5 milhões de doses em 5 de abril, mas recuaram para uma média de 3 milhões de doses diárias desde então

A Índia relatou o maior número de casos de coronavírus do mundo neste mês. Seu total de 14,3 milhões só é inferior ao dos EUA, e o país acumula 174.308 mortes (Francis Mascarenhas/Reuters).

As vacinações diárias contra covid-19 na Índia diminuíram em relação ao pico atingido no início deste mês ao mesmo tempo em que as infecções novas atingiram um recorde, mostraram dados do governo nesta sexta-feira, e seu principal produtor de vacinas fez um apelo aos Estados Unidos para que encerrem uma proibição à exportação de matéria-prima.

Depois de doar e vender dezenas de milhões de doses de vacinas contra covid-19 ao exterior, a Índia se descobriu subitamente com escassez do imunizante e mudou abruptamente as regras para acelerar as importações de vacinas, tendo rejeitado anteriormente farmacêuticas estrangeiras como a Pfizer.

As vacinações atingiram um pico de 4,5 milhões de doses em 5 de abril, mas recuaram para uma média de 3 milhões de doses diárias desde então, de acordo com o portal governamental de coordenação de imunizações Co-Win.

A vacina da AstraZeneca, fabricada localmente pelo Instituto Serum da Índia (SII), responde por mais de 91% das 115,5 milhões de doses já administradas no país, mas uma intensificação da produção no SII, o maior fabricante mundial de vacinas, foi adiada por causa da falta de matéria-prima.

O executivo-chefe do SII, Adar Poonawalla, apelou diretamente ao presidente dos EUA, Joe Biden, pelo fim da limitação de suprimento, que visa apoiar os fabricantes norte-americanos de vacinas, depois que esforços diplomáticos mostraram pouco progresso.

A Índia relatou o maior número de casos de coronavírus do mundo neste mês. Seu total de 14,3 milhões só é inferior ao dos EUA, e o país acumula 174.308 mortes.

 

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

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