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Economia

Mercado prevê instabilidade na Bolsa e no real após segundo turno das eleições, diz Citi

Divulgação

Gestores financeiros consultados pelo Citibank preveem que a próxima segunda-feira (26) terá grande instabilidade no mercado, devido ao segundo turno das eleições que ocorre no domingo (25).

Uma pesquisa com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostra opiniões divergentes sobre o rumo da Bolsa, da moeda brasileira e dos juros futuros, dependendo se Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vencer.

Se Flávio Bolsonaro ganhar, 49,3% dos gestores esperam que o Ibovespa suba mais de 5%, 48% projetam alta entre 1% e 5%, e 2,7% acreditam em queda entre 1% e 5%. Para o câmbio, 78,1% acreditam que o real se valorizará entre 2% e 5% frente ao dólar, e 9,6% que a valorização será maior que 5%. No mercado de juros, 54,9% esperam que a taxa do contrato DI para janeiro de 2029 caia entre 50 e 100 pontos-base.

Se Lula vencer, 80% dos gestores esperam que o Ibovespa caia mais de 5%, e 7% preveem queda entre 1% e 5%. Para o dólar, 63% acreditam que o real desvalorizará mais de 5%, e 28% estimam queda entre 2% e 5% da moeda brasileira. No mercado de juros futuros, 67% esperam aumento acima de 100 pontos-base na taxa do DI para janeiro de 2029, com 14% prevendo alta entre 50 e 100 pontos-base.

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Quedas rápidas e fortes no Ibovespa podem ativar o circuit breaker, um sistema que pausa temporariamente as negociações na Bolsa. Caso o índice caia 10% em relação ao fechamento anterior, as operações param por 30 minutos. Se depois da reabertura a queda atingir 15%, a parada dura uma hora.

Uma queda significativa nos ativos brasileiros poderia desfazer os ganhos obtidos após o primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, atual presidente.

Após a primeira fase da eleição, o Ibovespa subiu 7,70%, chegando a 206.911 pontos, atingindo um recorde em valores nominais e reais. No mesmo período, o dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001, o maior recuo desde 2018.

A candidatura de Flávio Bolsonaro está associada à expectativa de um ajuste fiscal mais rigoroso, o que tem contribuído para a valorização recente da Bolsa e do real.

O controle mais firme da dívida pública tende a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, o que alivia a curva de juros futuros. Juros menores podem diminuir o custo do crédito para empresas e melhorar as perspectivas de lucro, beneficiando o mercado de ações.

Uma pesquisa Datafolha recente indica que ambos os candidatos estão tecnicamente empatados com 50% dos votos válidos cada.

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