São Paulo, 08 – O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, refletindo o entusiasmo dos investidores com o cenário político no Brasil. As ações da Petrobras, Vale e bancos impulsionaram o índice, que atingiu 187.366,84 pontos, seu maior nível desde 4 de maio, com crescimento diário de 1,20%.
O desempenho positivo é impulsionado pelas expectativas de que a disputa presidencial, agora acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possa resultar em políticas fiscais mais rigorosas no próximo governo.
Roberto Moura, chefe de renda variável da Grand Capital Invest, destaca que o apoio do capital estrangeiro tem sido fundamental para o avanço do mercado, refletindo uma rápida adaptação dos investidores ao cenário político atualizado.
Comparado a outros mercados emergentes, o Brasil demonstra força, com o ETF EWZ subindo quase 9% no mês, acima da média do grupo.
Dólar
O dólar recuou firmemente, fechando abaixo de R$ 5,10, beneficiado pela perspectiva eleitoral e pelo aumento da chance de vitória da oposição, o que reduz o risco local e atrai investimentos.
Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, observa que a queda do dólar está ligada à valorização da candidatura de Flávio Bolsonaro, vista como mais favorável ao ajuste fiscal.
A moeda americana encerrou o dia em queda de 0,88%, cotada a R$ 5,0858, sinalizando a preferência dos investidores por políticas de austeridade.
Juros
A expectativa de mudança política também levou a uma queda dos juros futuros, com os mercados precificando maior austeridade fiscal para os próximos anos.
Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, destaca que o mercado está motivado pela possibilidade de reformas que melhorem o cenário econômico brasileiro, com investidores locais e internacionais mais confiantes.
O Bank of America elevou a recomendação para ações brasileiras, apostando em uma possível redução mais significativa da taxa Selic até 2027.
Além disso, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional foi bem recebida devido ao ambiente político mais estável, segundo Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia.
