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domingo, 31/08/2025

Mercado adia corte da Selic para março de 2026

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Os especialistas financeiros agora esperam que a primeira redução na taxa Selic aconteça apenas em março de 2026, ao invés de janeiro como previsto anteriormente. Segundo o relatório Focus, a taxa de juros deve permanecer em 15% até a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano que vem.

Na segunda reunião de 2026, em março, o Copom poderia então reduzir a taxa em 0,50 ponto, para 14,50%. Antes, esperava-se uma redução menor, de 0,25 ponto, para o mesmo valor. Os analistas preveem que os juros terminarão o próximo ano em 12,50%, o que representa um total de 2,50 pontos percentuais de redução da taxa.

Na última quinta-feira, 10, o Banco Central enviou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando o descumprimento da meta de inflação. O BC afirmou que busca fazer o IPCA acumulado em 12 meses convergir para 3%, que é o centro da meta, até o último trimestre de 2026. Na próxima reunião do Copom, marcada para o dia 30, esse prazo será estendido para o primeiro trimestre de 2027.

Embora as próprias projeções do BC indiquem que essa meta pode não ser alcançada dentro desse prazo, a instituição destacou que pode usar trajetórias de juros diferentes das previstas no relatório Focus para atingir o objetivo. Isso significa que o BC pode manter a taxa Selic mais alta do que o mercado espera para garantir que a inflação caia para o centro da meta nos próximos seis trimestres.

Segundo o BC, a política monetária continuará voltada para colocar a inflação dentro da meta no prazo relevante. As trajetórias internas de juros usadas pelo Copom para tomar decisões podem não coincidir com a trajetória da Selic divulgada no cenário de referência do Focus.

Apesar disso, as medições atuais indicam que a inflação acumulada em 12 meses continuará acima do teto da meta, que é 4,50%, pelo menos até o terceiro trimestre de 2026, quando a inflação chegaria a 4,62% — uma melhora em relação aos 5,35% registrados até junho deste ano. No final do próximo ano, a inflação deve cair para 4,48%, ligeiramente abaixo do limite superior da meta.

Na segunda-feira, o BC divulgou pela primeira vez a mediana do mercado para o IPCA no segundo trimestre de 2027, que indica uma inflação acumulada em 12 meses de 4,26%, ainda mais próxima do teto do que do centro da meta.

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