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domingo, 15/02/2026

Menino com câncer tem tratamento negado em Israel por conta do endereço

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Um tribunal em Jerusalém recusou a entrada de um menino de cinco anos com câncer grave para tratamento no Hospital Tel Hashomero, em Israel. Mohammed Abu Assad, que vive em Ramallah, na Cisjordânia, está cadastrado oficialmente como residente de Gaza, onde nasceu.

A proibição pela qual o governo israelense impede a entrada de pessoas com endereço em Gaza foi reforçada após ataques do Hamas em outubro de 2023. Antes disso, pacientes com câncer frequentemente recebiam tratamento médico em Jerusalém.

A organização israelense de direitos humanos Gisha informou que apesar da recomendação de um médico israelense sobre a importância do tratamento próximo e dos riscos associados à transferência para países distantes, o tribunal manteve a decisão de negar a entrada do menino.

Mohammed tem recebido tratamento na Cisjordânia desde 2022, porém seus recursos médicos locais se esgotaram. Agora, ele necessita urgentemente de imunoterapia seguida de transplante de medula óssea.

O caso evidencia as graves consequências de uma política que limita o acesso dos palestinos a cuidados médicos críticos com base apenas em seu endereço oficial, mesmo que eles não residam naquele local e não tenham acusações de segurança contra si, segundo Gisha.

Essa decisão judicial apoia uma política que, na prática, coloca vidas em risco, especialmente de crianças com doenças que demandam tratamentos urgentes e próximos.

Dados indicam que aproximadamente 11 mil pacientes palestinos com câncer em Gaza enfrentam dificuldades para tratamento devido às restrições israelenses, inclusive para a entrada de medicamentos essenciais para quimioterapia. Médicos relatam aumento significativo nas mortes relacionadas ao câncer na região desde o início do conflito.

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