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sexta-feira, 06/02/2026

Mello feliz pela confiança de Haddad e disponível para função no BC

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NATHALIA GARCIA
FOLHAPRESS

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, declarou estar contente com a confiança do ministro Fernando Haddad para a indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a diretoria do Banco Central, e se colocou à disposição para assumir a função. Segundo Mello, ainda não houve um convite formal do presidente.

“Sinto-me honrado pela lembrança do meu nome e feliz pela confiança do ministro em me indicar, mas ainda não recebi convite oficial. Estou trabalhando normalmente com minha equipe no Ministério da Fazenda”, afirmou.

“Estou à disposição do presidente Lula e do ministro Haddad para cumprir as tarefas que acharam necessárias. Tenho capacidade para realizá-las, e, junto com minha equipe, apresentamos bons resultados, tanto em projeções, estudos, propostas legislativas quanto em medidas de políticas públicas”, completou. “Estou tranquilo e feliz pela confiança do ministro no meu nome para essa função.”

Na última terça-feira (3), Haddad confirmou ter indicado Mello para a diretoria do Banco Central, cotado para liderar a área de Política Econômica, na vaga deixada por Diogo Guillen, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2025.

“Há três meses levei dois nomes para o presidente considerar: um economista e professor em Cambridge, Tiago Cavalcanti, e meu secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, que trabalha há três anos conosco e tem feito excelente trabalho”, declarou o chefe da equipe econômica em entrevista à BandNews FM.

Como divulgado pela Folha de S. Paulo, o mercado financeiro recebeu a indicação de Mello com certa desconfiança, devido à sua forte ligação com o PT e participação na formulação do plano econômico do governo Lula. Sua nomeação, se confirmada, indicaria influência do partido e do governo na autoridade monetária.

Mello é visto como economista heterodoxo, que poderia expressar opiniões divergentes no Banco Central, defendendo a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano.

Questionado sobre a possibilidade de corte mais intenso nos juros em março, após sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre flexibilização da Selic, ele evitou dar opinião pessoal.

“Essa é decisão do Copom. Eles anunciaram o início de flexibilização, mas a magnitude será decidida na reunião do Copom, com base nas melhores informações disponíveis. Nós não fazemos projeções sobre isso, e não seria o momento para eu fazer previsões”, explicou.

Sobre declarações anteriores acerca da trajetória dos juros, Mello afirmou que se baseou em análises técnicas. “Nunca fui categórico dizendo ‘é assim ou não é’. Temos uma análise baseada em nosso cenário, tecnicamente possível, mas não é uma recomendação ou opinião individual. O Banco Central também utiliza a política fiscal em seus modelos. Cada um atua dentro de sua função, isso é muito importante.”

O secretário da Fazenda também mencionou ser amigo de longa data do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, dos tempos da faculdade, mas negou ter discutido a indicação com ele, já que a decisão depende do presidente Lula.

“Essa decisão cabe ao presidente da República, ao ministro da Fazenda e ao presidente do Banco Central. Eles decidirão sobre o perfil, os nomes, o momento e local. Eu continuo como secretário de Política Econômica”, concluiu.

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