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sábado, 21/03/2026




Meirelles pede revisão firme de benefícios sociais

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Em Brasília

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, afirmou que o Brasil precisa fazer mudanças importantes para crescer de forma estável. Ele destacou que, além de controlar os gastos públicos, é necessário revisar com coragem os benefícios sociais que o governo oferece, indo além das verificações atuais.

Segundo Meirelles, o país precisa de programas sociais, mas o aumento desses gastos tem sido muito grande e não é sustentável a longo prazo.

Ele explicou que o crescimento econômico do Brasil tem sido impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos do governo e pela crescente dívida pública. Por isso, reforçou a importância de reestruturar o Estado para corrigir essa situação.

Meirelles também chamou a atenção para a alta carga de impostos, que gerou a necessidade de conceder muitos benefícios fiscais, somando cerca de R$ 800 bilhões ao ano, mas muitos desses privilégios não são eficientes. Um exemplo é a desoneração da folha de pagamentos, cujo impacto positivo diminuiu com o tempo.

O ex-ministro ressaltou que, se o Brasil continuar implantando reformas econômicas, poderá crescer mais e de forma sustentável.

Responsabilidade fiscal e geração de empregos

Meirelles destacou que o melhor benefício social é a criação de empregos pelo setor privado. Para isso, é fundamental manter a responsabilidade fiscal, o que ajuda a reduzir os juros, acelerar o crescimento econômico e gerar mais empregos.

Ele afirmou que é necessário controlar melhor os gastos públicos, respeitando as regras fiscais estabelecidas. Meirelles alertou para a urgência de mudanças institucionais para garantir esse compromisso.

O ex-ministro também comentou que no ano passado houve mudanças na interpretação das metas fiscais pelo Tribunal de Contas da União, e que o governo e o Congresso permitiram a exclusão de cerca de R$ 170 bilhões de despesas do teto fiscal em 2025 e 2026, incluindo gastos com precatórios e imprevistos.

Para ele, regras fiscais com muitas exceções acabam estimulando o aumento de despesas e enfraquecem o controle da dívida pública. Gastos acima do limite legal levam a mais endividamento, inflação e juros altos, prejudicando a economia do país.

Essas informações foram divulgadas pela Agência Brasil.




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