Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Brasil

Medidas de pesca ajudam a salvar albatrozes

dimas gianuca projeto albatroz albatroz de sobrancelha negra thalassarche melanophris – Foto: © Dimas Giuanuca/Projeto Albatroz

Albatrozes e petréis são algumas das aves mais ameaçadas do mundo. Especialistas e organizações ambientais estão tentando evitar que essas aves sejam apanhadas acidentalmente pela pesca com espinhel. No Dia Mundial do Albatroz, celebrado em 19 de setembro, a atenção é voltada para a importância de proteger essas aves que vivem no oceano.

Das 22 espécies de albatrozes existentes, metade frequenta as águas brasileiras em busca de alimento e clima mais ameno. Todos os anos, cerca de 300 mil aves marinhas são capturadas sem querer pela pesca com espinhel, incluindo entre 30 mil a 40 mil albatrozes e petréis. No Brasil, aproximadamente 4 mil albatrozes morrem anualmente, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

A bióloga Tatiana Neves, fundadora e coordenadora do Projeto Albatroz, explica que as frotas de pesca precisam seguir medidas específicas para reduzir esse problema. Entre essas ações estão a soltura dos anzóis durante a noite, o uso de pesos de chumbo nas linhas e o toriline, que é uma linha com fitas coloridas na traseira do barco para espantar os pássaros. Quando essas técnicas são usadas juntas, podem diminuir em até 90% a captura acidental dessas aves.

O Projeto Albatroz, apoiado pela Petrobras desde 2006, é dedicado à proteção dessas aves e possui centros de pesquisa em quatro estados do Brasil. Em 2023, foi inaugurado em Cabo Frio (RJ) o primeiro Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha, numa região com muitos albatrozes e petréis.

Publicidade

Além disso, a proteção dessas aves envolve políticas públicas. O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis é a maior iniciativa brasileira para diminuir a captura acidental e proteger as áreas de reprodução. Este plano, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e realizado junto com o Projeto Albatroz, estabelece medidas para controlar e fiscalizar a pesca.

O Ibama já fiscaliza o uso de algumas dessas medidas, como os pesos padronizados nas linhas, que são verificados nos portos. As maiores dificuldades estão em fiscalizar o toriline e a soltura noturna, que acontecem em alto-mar. Para melhorar esse controle, o Ibama e o ICMBio trabalham com tecnologias como satélites, e o Programa Parceiros, do ICMBio, testou o uso de câmeras em barcos de pesca de atum em Natal (RN) – experiência apresentada em uma reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico em Madri.

Apesar das conquistas, Tatiana Neves destaca que é preciso ampliar o monitoramento e reforçar as políticas públicas para garantir que essas medidas sejam efetivamente usadas no mar.

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.