CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS
A Justiça do Estado do Paraná condenou o médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz a dez anos de prisão por cobrar dinheiro de pacientes para realizar cirurgias que deveriam ser feitas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), entre 2015 e 2017. A 4ª Promotoria de Justiça de Toledo relatou 11 casos de cobranças irregulares.
A sentença foi dada no final do ano passado pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, da 1ª Vara Criminal de Toledo, e anunciada pelo Ministério Público na última terça-feira (10).
De acordo com o Ministério Público, o médico pedia valores entre R$ 50 e R$ 200 durante consultas ou cirurgias em hospitais de Toledo.
Ele dizia aos pacientes ou familiares que o dinheiro era para pagar serviços extras não cobertos pelo SUS, como anestesistas.
Alguns pacientes, que não tinham condições de pagar, acabaram contraindo dívidas para fazer esses pagamentos.
Durante o processo, Lucas Saldanha Ortiz afirmou que não ficava com o dinheiro e que avisava que esses custos seriam os únicos. Também disse que operava pacientes que não pagaram normalmente.
O médico foi condenado por corrupção passiva em 11 ocasiões, cumprindo uma pena de dez anos em regime fechado e pagamento de multa equivalente a 250 dias-multa, cada um valendo meio salário mínimo vigente na época.
