SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A Anvisa aprovou recentemente o uso do teplizumabe, um remédio que pode retardar o início do diabetes tipo 1. Esse medicamento pode ser usado no Brasil por pacientes a partir de 8 anos que estejam no estágio 2 da doença, para evitar ou atrasar o avanço para o estágio 3.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, até agora, o tratamento consistia apenas na reposição de insulina que o corpo não produzia mais. No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina por engano.
O novo medicamento age no sistema imunológico para proteger essas células, atrasando o aparecimento da doença de forma clínica.
A progressão do diabetes tipo 1 tem quatro estágios. Nos estágios 1 e 2, a doença não apresenta sintomas, mas já podem ser detectados sinais no sangue indicativos da doença.
O estágio 3 é quando surgem sintomas como sede intensa, perda de peso, cansaço e visão embaçada, com o aumento do açúcar no sangue. O estágio 4 é caracterizado pelo diabetes tipo 1 em longa duração.
O FDA dos Estados Unidos aprovou o teplizumabe após estudo publicado no The New England Journal of Medicine, que mostrou que o medicamento protege as células beta, responsáveis por fabricar insulina, retardando o avanço para o estágio clínico do diabetes tipo 1, quando os sintomas aparecem e o tratamento diário com insulina é necessário.
O estudo clínico de fase 2 revelou que a medicação conseguiu retardar a progressão da doença pelo período médio de dois anos em pacientes com 8 anos ou mais, em comparação com placebo.
